mag.sapo.ptmag.sapo.pt - 17 abr 00:40

Stanley Clarke: “Por vezes, ser o que realmente és exige muita coragem”

Stanley Clarke: “Por vezes, ser o que realmente és exige muita coragem”

O encerramento da XI edição do Kriol Jazz Festival, no dia 13 de abril, contou com a presença de um grande mestre do jazz, o baixista norte-americano Stanley ...

A atuação do baixista e da sua banda, na Praça Luís Camões, começou por volta das  23h30 e, por cerca de uma hora, o público presente fez uma viagem sonora pelos ritmos do jazz e juntou-se em frente ao palco para apreciar Stanley Clarke e a sua multifacetada banda.

“Quando visito as cidades consigo sentir a cultura das mesmas”, afirmou o músico em entrevista à imprensa no final da sua atuação.

O músico, de 67 anos, explicou que nesta vinda ao Kriol Jazz há um certo sentimento de regresso às raízes africanas. “Nesta parte do Mundo sentimos a cultura africana, dos nossos antepassados. É um sentimento difícil de explicar”.

“A nossa música é uma fusão de diferentes estilos desde o jazz à funk music e inclusive o estilo mais clássico”. Por isso, o baixista garante que gosta de trabalhar com músicos virtuosos e que colocam o coração na sua interpretação e que este tipo de artista não é fácil de encontrar. Daí a sua banda ter nomes de vários cantos do mundo como a Geórgia e o Afeganistão, por exemplo.

Stanley Clarke revelou ainda que ele e a sua banda estão a ponderar em gravar um álbum ao vivo.

Enaltecendo a beleza da cidade e dos cabo-verdianos e a gastronomia nacional, o músico que teve a oportunidade de dar no s��bado, dia 13, um master class para artistas cabo-verdianos, diz que foi, como aliás já é habitual nas palestras que já deu, questionado sobre como encontrar a sua própria sonoridade no mundo da música.

“Respondo algo que ouvi do Miles Davis: “Por vezes, ser o que realmente és exige muita coragem”. É fácil copiar alguém, é o mais fácil de se fazer, mas ser o que realmente és e ter a coragem de ser o que realmente acreditas. Geralmente quando o fazes, alcanças sempre algum sucesso. Não se aplica só à música, mas à arte, à literatura. É muito importante respeitar a si próprio”.

Em palco, o baixista interpretou o tema "Song to John", uma homenagem ao músico de jazz John Coltrane (saxofonista e compositor norte-americano que faleceu em 1967), que segundo Clarke tinha uma ligação quase que espiritual à música, facto que, no entender, de Clarke, o tornou num artista tão único e especial da sua geração.

Além do baixista americano, atuaram no encerramento do KJF, o multi-instrumentista Lucky Peterson, Elida Almeida e Tilou e ainda Mayra Andrade que fechou o certame.

Encerramento do Kriol Jazz Festival 2019 créditos: CM Newsletter Fique a par de todas as novidades do SAPO Mag. Semanalmente. No seu email. Notificações Os temas quentes do cinema, da TV e da música estão nas notificações do SAPO Mag. Na sua rede favorita Siga-nos na sua rede favorita.
1
1