www.publico.ptpublico.pt - 15 abr 11:44

Sociais-democratas ganham eleições na Finlândia por 0,2% dos votos

Sociais-democratas ganham eleições na Finlândia por 0,2% dos votos

Quatro anos de governo conservador e de um programa de austeridade que atingiu a classe média levaram os eleitores finlandeses para os extremos – as negociações para formar uma coligação não vão ser fáceis.

Um país polarizado e negociações difíceis para a formação de um governo é o resultado das legislativas de domingo na Finlândia, que deram uma muito curta vitória aos sociais-democratas (17,7% dos votos) e o segundo lugar ao Partido dos Finlandeses (antigo Verdadeiros Finlandeses, nacionalista e anti-imigração, 17,5%).

“Pela primeira vez desde 1999, vencemos as eleições”, disse o dirigente social-democrata Antti Rinne. Com 40 deputados, o partido vai liderar as negociações para a formação de um governo. 

Rinne comprometeu-se com políticas para travar o aquecimento global, depois de o clima ter dominado a campanha eleitoral –​ todos os partidos apostaram no tema (e os Verdes subiram, ficando com 11,5% dos votos). Porém, explicam os analistas, o aumento das disparidades sociais e a austeridade aplicada pelo anterior governo conservador produziram um resultado muito fragmentado.

O Partido dos Finlandeses conseguiu 39 lugares no parlamento. O seu líder, Jussi Halla-aho disse estar disponível para negociar, mas com condições: “Não nos podemos unir a um partido que não esteja comprometido com a redução da imigração nefasta para a Finlândia.”

O grande derrotado foi o Partido do Centro, que passou da chefia do governo para o quarto lugar (13,8%), tendo sido penalizado pelas medidas de austeridade. Em terceiro ficou o Partido da Coligação Nacional (centro-direita), com 17% dos votos. 

O governo anterior era composto por uma coligação entre liberais, conservadores e os Verdadeiros Finlandeses (depois substituídos pelo Futuro Azul).

Rinne prometeu um forte financiamento do estado social e políticas que não façam baixar mais os salários e o poder de compra. Prometeu ainda melhorar a educação e a saúde, assim como tornar a luta contra as alterações climáticas uma prioridade.

O dirigente social-democrata disse também que vai apostar numa coligação de centro-esquerda – uma possível coligação com a Aliança de Esquerda (8,2%), que excluiu à partida estar num governo com o Partido dos Finlandeses. 

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