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A consagração do pastel de nata: da “obscuridade” à conquista do Instagram

A consagração do pastel de nata: da “obscuridade” à conquista do Instagram

Segundo uma reportagem da Bloomberg, a popularidade do pastel de nata no Reino Unido já é quase comparável à dos donuts.

O repto foi lançado em 2012 pelo então ministro da Economia: “Será que as nossas natas são diferentes do frango de churrasco?”. Sete anos depois de Álvaro Santos Pereira ter posto o país a falar de pastéis de nata, o doce tradicional português chegou, literalmente, às bocas do mundo.

Segundo uma reportagem publicada esta segunda-feira pela Bloomberg, o pastel de nata conquistou nos últimos anos uma popularidade “improvável” em vários países, dos Estados Unidos a Singapura.

A procura pelo doce nacional no Reino Unido, por exemplo, rivaliza hoje com a dos donuts, escreve a publicação. E no resto do mundo, o pastel de nata está a caminho de se tornar tão conhecido como o croissant. “De repente está em todo o lado”, destaca a Bloomberg, apesar de “não ser claro o que provocou o boom“.

Em 2018, os supermercados Lidl no Reino Unido venderam em 2018 dois mil pastéis de nata por hora. Há apenas uma década o doce estava”confinado à obscuridade”. Hoje, tomou de assalto o Instagram. Não tivesse sido o próprio espaço dos Pastéis de Belém “criado” para brilhar nas redes, destaca a reportagem, “apesar de ter sido fundado em 1837”.

“Talvez a popularidade dos pastéis de nata tenha sido impulsionada pela promoção do governo”, sublinha a Bloomberg, lembrando o apoio a eventos como o Nata Festival de Londres.

A publicação ressalva também a importância do trabalho feito pela Nata Pura, uma empresa de Vila Nova de Gaia que em 2016 foi financiada pela Portugal Ventures e hoje vende pastéis de nata para cadeias como Costco e Harrods. “Quer fazer pelos pastéis de nata o que a Dunkin Donuts fez pelos donuts”.

Hoje a empresa fundada por Mabílio de Albuquerque vende meio milhão de pastéis de nata por mês em cinco mil lojas por todo o mundo e fatura entre 1,5 a dois milhões de euros por ano, e espera duplicar esses números em 2019. Mais de um terço do negócio é proveniente da Coreia do Sul, detalha a Bloomberg.

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