www.sabado.ptleitores@sabado.cofina.pt (Sábado) - 17 mar 01:00

As mulheres na rua não são todas iguais

As mulheres na rua não são todas iguais

A combinação de políticos fracos com uma comunicação sem jornalismo, mas assente no apontar de culpas e culpados, misturando coisas sérias com irrelevâncias, alimenta a progressiva diluição da democracia e a sua substituição pela demagogia - Opinião , Sábado.

Milhares de mulheres saíram à rua nestes dias, em várias manifestações. Podemos distinguir dois grupos principais de manifestantes, umas participaram em iniciativas da CGTP e do MDM, outras debaixo de um título de "greve feminista", com origem internacional e trazido para Portugal por várias organizações como a Rede 8 de Março, e outros grupos feministas. Quando vi o título de "greve feminista" pensei que era a clássica greve de Lisístrata, a recusa de sexo enquanto durasse a guerra, mas afinal é a greve a cozinhar, levantar a mesa, e outras tarefas domésticas.

São dois mundos muito diferentes. As mulheres do MDM e da CGTP são, de um modo geral, mais velhas, vêm do mundo do trabalho, são acompanhadas em muitos casos pelos maridos e companheiros, e as suas reivindicações colocam ênfase nos direitos sociais, económicos, culturais das mulheres, sujeitas a piores condições laborais e longe de receberem um salário igual por trabalho igual. A palavra-chave era "igualdade" e a outra era "direitos". Percebe-se que existe um sentimento de luta que é mais colectivo que individual, e que já é antigo.

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