www.publico.ptpublico.pt - 17 mar 10:18

Palcos da semana

Palcos da semana

Um Brasileiro, dois pianistas, uma festa, uma provocação e um 'novo' grupo de teatro em destaque na agenda dos próximos dias.

Música
Brasileiro de Silva

PORTO Casa da Música
Dia 21 de Março, às 21h e 22h30.
Bilhetes de 18,80€ a 20,65€

ÍLHAVO Casa da Cultura
Dia 23 de Março, às 21h30.
Bilhetes a 12€

PORTO Teatro Sá da Bandeira
Dia 24 de Março, às 21h30.
Bilhetes de 18€ a 20€

LISBOA Teatro e Cinema Capitólio
De 28 a 30 de Março, às 21h30 e 23h.
Bilhetes a 21€

Em 2012, um trovador e multi-instrumentista capixaba causou sensação com encontros felizes entre indie, pop e MPB num disco de estreia chamado Claridão. Foi visitando Portugal e agora regressa com aquele que é já o quinto: Brasileiro. Lançado no ano passado, é o seu disco com mais violão dentro. E sentido político. E uma certa redescoberta do cancioneiro do Brasil com percussão e sintetizadores à mão. Na ficha técnica, parcerias com Arnaldo Antunes, Ronaldo Bastos e Anitta. Silva vem tocá-lo numa digressão que, nalgumas datas, dá direito a sessões duplas. Boa parte já está esgotada – tal como as dezenas de concertos que deu antes no Brasil.

PÚBLICO - Foto Caricatura de Calouste Gulbenkian por André Carrilho

Comemoração
Em memória de um visionário

LISBOA Fundação Calouste Gulbenkian
Dia 23 Março, às 15h (entrega de prémios), 17h30 (lançamento de selo comemorativo) e 18h (Coro e Orquestra Gulbenkian em concerto).
De 24 de Março a 31 de Dezembro (exposição). Todos os dias, excepto terça, das 10h às 18h.
Grátis (algumas iniciativas requerem levantamento prévio de bilhete)

Música, arte, documentos, prémios e até um selo entram na celebração que a Fundação Calouste Gulbenkian preparou para o 150.º aniversário do nascimento do seu fundador. Para começar a festa, atribui os prémios do concurso Quem É Calouste?, uma chamada a jovens artistas para expressarem nos mais diversos suportes “o espírito visionário de Calouste Sarkis Gulbenkian”, numa gala rematada por música ao vivo do Collectif Medz Bazar. Segue-se o lançamento de um selo comemorativo e, depois, um concerto especial em que Coro e Orquestra Gulbenkian interpretam, com convidados, duas sinfonias: a Do Novo Mundo de Dvorák e a Coral de Beethoven. Vai também ser inaugurada Calouste: Uma Vida, Não Uma Exposição ou a resposta do curador Paulo Pires do Vale ao desafio de documentar a vida e obra do diplomata, empresário, filantropo e coleccionador de arte. Mais do que um conjunto de anotações biográficas, a exposição pretende ser “um percurso pela história de quem foi Calouste e do que deixou para as gerações seguintes”.

PÚBLICO - Foto Vijay Iyer e Craig Taborn Pawel Wyszomirski

Música
A quatro (grandes) mãos

LISBOA Culturgest
Dia 19 de Março, às 21h.
Bilhetes a 15€

Vijay Iyer tem-se destacado como poucos, tanto no que toca à composição como nos meandros da improvisação, sem preconceitos estilísticos. Craig Taborn, que também se move em vários campos, é conhecido sobretudo na cena electrojazz. São dois pianistas norte-americanos fora de série que se juntaram para The Transitory Poems, um disco que tem entusiasmado a crítica – “Os seus estilos fundem-se de tal maneira que se torna difícil distinguir um par de mãos do outro, como se uma criatura de quatro braços se tivesse sentado ao piano”, notou a Pitchfork – e que causa entusiasmo ainda maior quando se anuncia a tradução ao vivo, que Lisboa se prepara para testemunhar.

PÚBLICO - Foto A Boda (fotografia de ensaio) Bruno Simão

Teatro
Novas núpcias

LISBOA Centro Cultural de Belém
De 23 a 28 de Março. Segunda, quarta, quinta e sábado, às 21h; domingo, às 16h.
Bilhetes de 12€ a 14€

É a “segunda aposta de um ‘novo’ grupo em formação”. Ou “o segundo movimento deste grupo no sentido da ‘emancipação'”. A afirmação vem d'Os Cornucopianos, actores do extinto Teatro da Cornucópia, a propósito da peça que agora levam à cena: A Boda, uma das primeiras do dramaturgo alemão Bertold Brecht, na tradução de Jorge Silva Melo e Vera San Payo de Lemos. Tal como na produção anterior do colectivo – A Morte de Tintagiles, de Maeterlinck –, é Ricardo Aibéo quem trata da encenação desta história que, a pretexto de uma festa de casamento, desenha toda uma observação crítica do comportamento humano em situações sociais.

PÚBLICO - Foto And so you see... Jerome Seron

Performance
And so you see...

PORTO Museu de Serralves
Dia 19 de Março, às 22h.
Bilhetes a 7,50€

Controversa, provocadora, intensa, desconfortável. A obra da coreógrafa sul-africana Robyn Orlin costuma trazer estas marcas. A peça And so you see… our honourable blue sky and ever enduring sun… can only be consumed slice by slice… não foge à expectativa. Politicamente carregada, é uma performance para pensar história, identidade e humanidade, de foco lançado à herança colonial e à sociedade pós-apartheid. A interpretação é de Albert Ibokwe Khoza, que encarna à vez, como se lê no texto de apresentação, “uma diva, um ditador, um sensualista”. Surge em danças de guerra, movimentos ritualizados e discursos; com facas e jóias como adereços; entre projecções de vídeo que o captam em tempo real e ângulos diversos; ou de rosto e corpo cobertos por uma película transparente e sufocante.

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