rr.sapo.ptrr.sapo.pt - 17 mar 11:14

Papa reza pelos «irmãos muçulmanos», vítimas de «horrível atentado» na Nova Zelândia

Papa reza pelos «irmãos muçulmanos», vítimas de «horrível atentado» na Nova Zelândia

Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, Francisco evocou “a dor das guerras e conflitos que não param de afligir a humanidade”.

O Papa Francisco deixou este domingo no Vaticano uma mensagem às vítimas do “horrível atentado” de sexta-feira, contra duas mesquitas na Nova Zelândia, que provou 50 mortes.

“Rezo pelos mortos e seus familiares. Estou próximo dos nossos irmãos muçulmanos e de toda aquela comunidade e renovo o convite à união, com a oração e gestos de paz, para combater o ódio e a violência”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus.

Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, Francisco evocou “a dor das guerras e conflitos que não param de afligir a humanidade”, a que se somou a dar pelas “vítimas do horrível atentado contra duas mesquitas em Christchurch”, uma das principais cidades neozelandesas.

“Rezemos juntos, em silêncio, pelos nossos irmãos muçulmanos que foram mortos”, pediu.

O número de mortos resultantes do atentado de sexta-feira subiu para 50, confirmou este sábado, em conferência de imprensa, o comissário da polícia da Nova Zelândia Mike Bush.

O ataque provocou também 50 feridos, 36 deles ainda no Hospital de Christchurch.

Na sua tradicional catequese de domingo, o Papa convidou os peregrinos e visitantes reunidos no Vaticano a refletir sobre a “perspetiva cristã do sofrimento”, que não é um “sadomasoquismo”, mas uma “passagem necessária, mas transitória”.

“O ponto de chegada a que somos chamados é luminoso como o rosto de Cristo transfigurado: nele está a salvação, a bem-aventurança, a luz, o amor de Deus sem limites. Mostrando a sua glória, Jesus assegura-nos que a cruz, as provações, as dificuldades com que nos debatemos têm a sua solução e a sua superação na Páscoa”, disse.

No final do encontro de oração, o Papa saudou de modo particular um grupo de peregrinos angolanos, de Benguela, presentes na Praça de São Pedro.

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