expresso.ptexpresso.pt - 16 mar 19:41

História e Geografia são "centrais", diz ministro da Educação

História e Geografia são "centrais", diz ministro da Educação

Em Ponte de Lima, o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, reagiu à notícia do Expresso sobre o corte de aulas de História nas escolas do ensino básico e secundário para incluírem a nova disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. "Não quero acreditar que diminuem ou menosprezem estas áreas curriculares", disse o ministro

"Essas duas componentes (história e geografia) tão importantes no nosso currículo têm de ser robustecidas e entendidas como centrais pelas escolas", afirmou este sábado o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, à margem de uma visita à Feira de Educação, Ciência e Tecnologia de Ponte de Lima.

Citado pelo jornal Público, o ministro reagia assim à manchete da edição deste sábado do Expresso: "Escolas estão a cortar aulas de História". Em causa está o facto de muitas escolas estarem a reduzir o número de horas letivas no currículo tradicional das disciplinas de História e Geografia para passarem a incluir a nova área de Cidadania e Desenvolvimento, no âmbito da flexibildiade curricular aprovada pelo Governo e generalizada este ano letivo que permite a cada agrupamento gerir até 25% do horário.

Agora, em Ponte de Lima, o ministro comenta o assunto dizendo: "Não quero acreditar que diminuam ou menosprezem estas áreas curriculares uma vez que elas são absolutamente centrais e nós temos trabalhado para que elas possam ser centrais".

Miguel Monteiro de Barros, presidente da Associação de Professores de História (APH), diz mesmo serem "muito raras" as escolas que não cortaram no número de horas letivas atribuídas à disciplina. A Associação de Professores de Geografia também tem relatos de escolas que fizeram cortes na carga horária desta disciplina.

Na verdade, a APH já tinha pedido ao ministério para definir tempos mínimos que as escolas seriam obrigadas a respeitar para a disciplina, mas o apelo foi recusado, com o argumento de que não havia risco de redução das horas, como conta Miguel Monteiro de Barros ao Expresso.Aliás, uma fonte do seu ministério também garantiu ao Expresso que "as ciências sociais e humanas têm um papel central nas orientações aprovadas pelo Governo".

Na próxima semana, na agenda do Ministério da Educação, estão reuniões com as associações de professores de história e geografia.

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