visao.sapo.ptvisao.sapo.pt - 16 mar 14:09

"Qualquer pessoa teria feito o mesmo que eu". Herói da Nova Zelândia fala sobre o momento decisivo

"Qualquer pessoa teria feito o mesmo que eu". Herói da Nova Zelândia fala sobre o momento decisivo

Já é conhecida a identidade do homem que, desde poucas horas depois dos ataques nas mesquitas, passou a ser considerado um herói, com testumunhas a coincidirem na convicção de que terá salvo várias pessoas. Abdul Aziz, por seu lado, diz que só fez o mesmo que faria outra pessoa no seu lugar

Em declarações à SKy News, Abdul Aziz, 48 anos, relata que ouviu tiros durante as orações de sexta-feira no Centro Islâmico de Linwood, onde se encontrava com a família, incluindo os seus quatro filhos.

Aziz explica que quando o atirador ficou sem munições, saiu do edifício para ir ao carro buscar outra arma. Foi nesse momento que o frequentador da mesquita viu a sua janela de oportunidade e pegou num terminal portátil de multibanco, que usou como arma, arremessando-o contra o homem, identificado como Brenton Tarrant.

Já armado novamente, o atirador disparou contra Aziz "quatro ou cinco vezes", mas este conseguiu proteger-se atrás dos carros no estacionamento, após o que tentou manter a atenção do homem sobre si, para evitar que voltasse ao interior da mesquita. O atirador acabaria por se pôr em fuga.

Nesta mesquita morreram sete das 49 vítimas do ataque de sexta-feira a duas mesquitas na cidade neozelandesa de Linwood.

"Foi atrás dele... e foi isso que nos salvou. Senão, se ele tivesse conseguido voltar à mesquita, provavelmente já não estariamos cá", acredita o imã Latef Alabi, à semelhança de outras testemunhas ouvidas pela Sky News.

Aziz concorda que Brenton Tarrant teria "provavelmente matado todos" se não o tivesse distraído mas não se considera um herói: "Não acho que seja um herói porque se eu não estivesse lá outra pessoa teria feito o mesmo."

"Faz parte da humanidade, ajudar outro humano", concluiu.

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