expresso.ptexpresso.pt - 16 mar 21:56

Paulo Rangel responde a Costa. “Quando se diz que há um ataque pessoal, é preciso dizer que ataque é esse”

Paulo Rangel responde a Costa. “Quando se diz que há um ataque pessoal, é preciso dizer que ataque é esse”

Não houve “qualquer ataque pessoal” mas sim uma “reposição da verdade” face à falta de “rigor” do Governo, afirmou ao Expresso Paulo Rangel, candidato dos sociais-democratas às eleições europeias, em resposta a declarações recentes de António Costa

António Costa afirmou este sábado que não interessa ao PS fazer “ataques pessoais”, numa acusação implícita ao PSD e ao CDS, e Paulo Rangel não só rejeita a acusação como exige que Costa explique exatamente o que quis dizer com aquilo. “Quando se diz que há um ataque pessoal, é preciso dizer que ataque é esse, e a quem foi dirigido e quando”, afirmou ao Expresso o candidato dos sociais-democratas às eleições europeias.

Rangel referia-se às declarações feitas pelo secretário-geral do PS durante um almoço, em Matosinhos, com militantes e com o cabeça de lista socialista às eleições europeias, durante o qual disse rejeitar “um corrida de soundbites e ataque pessoais” às europeias. “Não nos apresentamos numa corrida de soundbites e ataques pessoais. Apresentamo-nos com um programa comum com os socialistas da Europa e do qual faz parte um novo contrato social na Europa”, foram as palavras exatas de António Costa.

Pedro Marques, o cabeça de lista do PS, já tinha feito declarações na mesma linha ao Expresso, conforme se lê na edição deste sábado do jornal. “O duo ‘Melo-Rangel’ tem insistido numa campanha de insulto gratuito e injustificado, através de calúnias e ataques pessoais. Querem alimentar a narrativa de que o país está pior e que eu sou o culpado de todos os males. Mas vão esbarrar contra o muro da realidade”, afirmou, assim, o ex-ministro do Planeamento e Infraestuturas.

Paulo Rangel nega, contudo, que tenha havido “qualquer ataque”, afirmando que as recentes críticas ao Governo — incluindo no que diz respeito às declarações de Pedro Marques de que Portugal está em “primeiro lugar ao nível da execução de fundos comunitários” quando “na verdade está em sétimo e há um relatório sobre isso” — serviram “simplesmente para repor a verdade”.

“O Governo aceita uma proposta da Comissão Europeia em que se pede 7% e insiste em dizer isso não representa uma perda quando, na verdade, representa, e tanto António Costa como Pedro Marques já o admitiram no passado”, afirmou Paulo Rangel, criticando ainda os socialistas por terem proposto um programa — o Garantia Criança, para combater a pobreza infantil e garantir o acesso ao pré-escolar e aos serviços sociais e de saúde — “que já tinha sido aprovado pelo Parlamento Europeu no ano passado”.

“Temos apenas confrontado o PS com factos. Ninguém atacou ninguém. E para quem está tão preocupado com as ‘fake-news’ devia ter mais rigor”, disse o candidato do PSD, deixando claro, mais do que uma vez, estar a responder exclusivamente a António Costa. “Uma coisa é Pedro Marques andar a dizer isso em campanha, ele já o disse dez vezes e eu não respondi nem nunca responderei, dou o desconto, outra coisa é ser o primeiro-ministro.” Costa, continuou Rangel, “tem de provar que existiu de facto um ataque pessoal”.

Comentando também outras declarações recentes do primeiro-ministro, em específico o elogio que este fez ao trabalho do eurodeputado do PSD Carlos Coelho, na sexta-feira, no encerramento de uma conferência sobre a Europa, Paulo Rangel disse-se muito satisfeito e repetiu aquilo que diz ser já o seu “slogan”: “Até Costa reconhece que a lista do PSD é melhor do que a do PS.”

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