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Augusto Cid "viveu apaixonadamente" e "marcou o jornalismo", diz Marcelo Rebelo de Sousa

Augusto Cid "viveu apaixonadamente" e "marcou o jornalismo", diz Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República lamentou hoje a morte do cartoonista e escultor Augusto Cid, "um amigo de 50 anos", que recordou como alguém que "viveu apaixonadamente a vida" e "...

Em declarações aos jornalistas, à saída de uma visita a uma associação nas Olaias, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa disse que "tinha estado com Augusto Cid há duas semanas" e que recebeu "com grande desgosto" a notícia da sua morte.

O chefe de Estado referiu que Augusto Cid era "um amigo de 50 anos" e recordou-o como alguém que "marcou o jornalismo, marcou o cartoonismo em Portugal", que "teve grandes causas" e "viveu apaixonadamente a vida".

"Combinava essa paixão com uma grande serenidade. E foi assim que eu o vi a última vez, há quinze dias, serenamente a despedir-se de nós", descreveu.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, a "maior causa" de Augusto Cid foi a investigação da queda de avião sobre Camarate a 4 de dezembro de 1980 que vitimou, entre outros, o então primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro, e o ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa.

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"Ele dedicou uma parte da vida a essa causa de Camarate e é largamente devido a Augusto Cid que há sucessivas comissões parlamentares de inquérito e que surge no parlamento acolhida a ideia em todos os partidos de não ter sido um acidente e poder ter sido um crime. Isso foi uma causa que o apaixonou", acrescentou.

O cartoonista e escultor Augusto Cid morreu hoje de manhã em Lisboa, aos 77 anos, disse à agência Lusa um familiar.

Augusto Cid destacou-se como cartoonista, tendo trabalhado em vários jornais e revistas, nomeadamente Vida Mundial, O Diabo, Grande Reportagem, O Independente e no semanário Sol, assim como na TVI, sempre com uma perspetiva da atualidade, tendo editado, entre outros títulos, o catálogo "Cid, o Cavaleiro do Cartoon", que acompanhou a exposição homónima.

Como escultor, tem várias obras no país, como a peça de homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, instalada no cruzamento das avenidas de Roma e Estados Unidos da América, em Lisboa, e a dedicada a Nuno Álvares Pereira, em Lisboa, no Restelo, inaugurada em novembro de 2016, pelo Presidente da República, entre outras individualidades.

O velório de Augusto Cid realiza-se na sexta-feira, a partir das 17:00, na Basílica da Estrela, em Lisboa, onde será rezada missa de corpo presente no sábado, pelas 10:00, seguindo-se o funeral para o cemitério do Alto de São João, onde será realizada a cerimónia de cremação.

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