www.dinheirovivo.ptdinheirovivo.pt - 14 fev 07:00

Não havia tantas greves desde o início da legislatura. Hoje há mais uma

Não havia tantas greves desde o início da legislatura. Hoje há mais uma

O governo enfrenta hoje e amanhã a segunda grande greve da função pública dos últimos quatro meses.

No ano passado, foram entregues 733 pré-avisos de greve, o valor mais elevado desde 2015, quando os sindicatos comunicaram 811 paralisações. Os dados mostram uma evolução sempre a subir desde que o governo da “geringonça” tomou posse no final de novembro de 2015. Os pré-avisos de paralisação podem não se concretizar, mas são um indicador do comportamento dos sindicatos.

No primeiro ano completo do atual executivo foram comunicados 488 pré-avisos, mas depois aumentaram consecutivamente e os sindicatos prometem que não vão aliviar a pressão. “Antevemos uma primavera e um verão quentes”, reafirma José Abraão, secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP).

E de acordo com os dados da Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, é no Setor Empresarial do Estado (SEE) que o número de pré-avisos de greve mais subiu nos últimos quatro anos. O dirigente sindical lembra que em causa está a “degradação” dos salários dos funcionários públicos “que não são aumentados há 10 anos”. José Abraão sublinha ainda que há a questão das carreiras, como por exemplo, dos polícias municipais, a que se junta a “questão da ADSE”.

A paralisação de hoje e amanhã não é, contudo, uma greve geral da função pública como aconteceu em outubro do ano passado. O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) optou por se colocar à margem. A presidente do STE justifica com as negociações ainda em curso com o governo. “Estamos num processo negocial sobre a contagem dos pontos”, declarou Helena Rodrigues ao Dinheiro Vivo.

A dirigente sindical lembra ainda que “há um conjunto de trabalhadores que estão numa posição remuneratória baixa e que não podem dispensar dois dias de salário.” Helena Rodrigues refere também que a greve é uma “medida a utilizar em último recurso. Vamos aguardar”, conclui Helena Rodrigues. Já a FESAP admite mais greves este ano.

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