expresso.ptexpresso.pt - 14 fev 09:00

Arábia Saudita lamenta inclusão em “lista negra” da UE de branqueamento de capitais

Arábia Saudita lamenta inclusão em “lista negra” da UE de branqueamento de capitais

A Comissão Europeia incluiu na quarta-feira a Arábia Saudita numa nova lista de países e territórios que considera apresentarem "deficiências estratégicas" no combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, e com os quais a UE deve ser particularmente cuidadosa

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Elaborada com base numa nova metodologia, esta "lista negra" atualizada -- que tem de ser ainda aprovada pelo Conselho e pelo Parlamento Europeu - integra Afeganistão, Samoa Americana, Bahamas, Botsuana, Coreia do Norte, Etiópia, Gana, Guão, Irão, Iraque, Líbia, Nigéria, Paquistão, Panamá, Porto Rico, Samoa, Arábia Saudita, Sri Lanka, Síria, Trinidad e Tobago, Tunísia, Ilhas Virgens Americanas e Iémen.

Esta primeira lista elaborada com base nos critérios mais rígidos contemplados na mais recente revisão da legislação comunitária contra a lavagem de dinheiro, que entrou em vigor no ano passado, integra 12 países que já estavam listados pelo Grupo de Ação Financeira sobre o Branqueamento de Capitais e 11 jurisdições adicionais.

Entre os 23 países que a Comissão propõe esta quinta-feira que façam parte desta nova lista, alguns já faziam parte da anterior "lista negra" da União Europeia -- que publica tal listagem desde 2016 -, destacando-se a inclusão agora de Arábia Saudita e Panamá. Bruxelas recomenda, por outro lado, que sejam retirados da lista Bósnia-Herzegovina, Guiana, Laos, Uganda e Vanuatu.

Na apresentação desta nova "lista negra" de países de "alto risco", o executivo comunitário explicou que o objetivo é proteger o sistema financeiro da UE, pois as instituições bancárias e outras entidades cobertas pelas regras europeias contra a lavagem de dinheiro terão de aplicar controlos de vigilância reforçados para as operações financeiras relacionadas com clientes e estabelecimentos financeiros oriundos dos países da lista, de modo a melhor detetar os fluxos de capitais suspeitos.

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