observador.ptobservador.pt - 14 fev 08:51

Russos nas eleições dos EUA: ex-diretor de campanha de Trump quebrou acordo de confissão ao mentir aos procuradores

Russos nas eleições dos EUA: ex-diretor de campanha de Trump quebrou acordo de confissão ao mentir aos procuradores

O ex-conselheiro de Trump tinha chegado a um acordo com a justiça: confessava os crimes e evitava uma pena mais pesada. Juíza concluiu que Manafort mentiu aos procuradores, quebrando o acordo.

O antigo diretor de campanha de Donald Trump, Paul Manafort, mentiu repetidas vezes quando prestou declarações ao conselho especial que está a investigar a interferência da Rússia nas eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2016, noticia a imprensa norte-americana, citando a juíza que está a julgar o ex-conselheiro de Trump.

De acordo com o The New York Times, a juíza Amy Berman Jackson, do tribunal de primeira instância em Washington, Manafort quebrou o acordo de confissão que fez quando concordou em colaborar com o conselho especial ao mentir sobre as ligações de Trump com a Rússia.

Paul Manafort está a ser julgado por dois crimes de conspiração e a pena, que deverá ser conhecida dentro de dois meses, poderá ser agravada por ter mentido. Manafort está também a ser julgado, num processo paralelo, por oito crimes de fraude.

Segundo explica o The New York Times, Manafort aceitou, em setembro do ano passado, colaborar com o conselho especial, mas depois mentiu sobre o seu relacionamento com um indivíduo russo, Konstantin V. Kilimnik, ligado aos serviços de informação russos, que agora está a ser investigado por ter, alegadamente, contribuído para a manipulação dos resultados eleitorais.

O ex-conselheiro de Trump terá mentido aos procuradores quando descreveu as conversas que manteve com Kilimnik, com o qual terá discutido a possibilidade de os Estados Unidos reduzirem as sanções a aplicar à Rússia na sequência da invasão da Crimeia.

Manafort terá ainda mentido sobre pagamentos que recebeu através de um apoiante de Trump e sobre uma outra investigação do governo norte-americano, cujo teor não é conhecido.

Tendo em conta esta conclusão do tribunal, é pouco provável que Manafort venha a beneficiar de qualquer redução na sentença por ter colaborado com a justiça, uma vez que ao mentir quebrou o acordo de confissão que lhe permitiria receber uma pena mais leve.

Também a pena respeitante ao outro processo, que está a ser julgado em Alexandria, no estado da Virgínia, poderá ser afetada por esta revelação. Em agosto, Manafort foi condenado por um júri naquela cidade por fraude fiscal e fraude bancária.

A imprensa norte-americana ressalva que a audiência desta quarta-feira foi feita à porta fechada, pelo que a divulgação da transcrição das declarações da juíza, esperada para os próximos dias, poderá ajudar a compreender melhor as implicações desta conclusão do tribunal.

Manafort encontra-se detido desde o verão passado a aguardar a sentença do processo por fraude em Alexandria.

Abusos na Igreja

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.
3
1