observador.ptobservador.pt - 13 fev 17:56

Facebook e WhatsApp querem combater “fake news” em África

Facebook e WhatsApp querem combater “fake news” em África

O Facebook pretende diminuir a capacidade de distribuição de notícias e factos que sejam falso. WhatsApp, também, lançou uma campanha 'Partilha Factos, não Rumores' na Nigéria.

O gigante tecnológico Facebook vai juntar-se a parceiros locais na África do Sul, Nigéria, Quénia, Camarões e Senegal, para combater a disseminação de ‘fake news’, num ano em que haverá várias eleições no continente africano.

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, o Facebook pretende diminuir a capacidade de distribuição de notícias e factos que sejam falsos, recorrendo aos parceiros locais, como a Africa Check, Pesa Check e Dubawa, que farão a verificação dos conteúdos.

Na Nigéria, a maior economia africana e um dos países onde haverá eleições presidenciais este ano, o Facebook, através da sua plataforma de troca de mensagens instantâneas Whatsapp, pretende “fomentar o envio de questões pelos utilizadores sobre potenciais rumores que tenham recebido através desta plataforma”.

A Whatsapp também lançou a campanha ‘Partilha Factos, não Rumores’ na Nigéria para aumentar a perceção do público sobre o volume de informação falsa disseminada através desta rede de partilha de mensagens.

O Facebook anunciou que começou a retirar anúncios publicitários na Nigéria que foram comprados fora do país, numa tentativa de ajudar a prevenir interferências externas.

O termo ‘fake news’ passou a ser usado regularmente após as eleições norte-americanas de 2016, alegadamente influenciadas por uma campanha de desinformação por parte da Rússia.

Em África, a disseminação de informações falsas é há muito tempo uma questão controversa, alimentada pela iliteracia mediática das populações e pela falta de transparência que caracteriza o estilo de muitos governos no continente. O combate ao fenómeno ganha nova urgência quando 1,2 mil milhões de pessoas têm telemóvel e 24% estavam ‘online’ no ano passado, o maior crescimento mundial, de acordo com a Agência Internacional de Telecomunicações da ONU.

Alguns governos africanos querem criminalizar a publicação de notícias falsas, um passo demasiado longo para os jornalistas nestes países, onde a comunicação social é muitas vezes censurada e os jornalistas podem ser presos por escreverem histórias críticas do poder.

O Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, aprovou, no ano passado, a aplicação de multas e penas de prisão para condenados por divulgarem ‘fake news’, depois de as eleições presidenciais de 2017 terem ficado marcadas por uma campanha de desinformação “online” que fez aumentar a tensão política num país conhecido pela violência pós-eleitoral.

Por outro lado, alguns governos de África são acusados de eles próprios promoverem a desinformação e de tentarem desacreditar relatórios de organizações internacionais.

As autoridades da Nigéria, por exemplo, contestam frequentemente a veracidade de relatórios sobre alegados abusos policiais e militares sobre os eleitores durante as campanhas eleitorais, bem como as ações das organizações de direitos humanos.

Abusos na Igreja

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.
3
1