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A relação escaldante entre a ADSE e os privados em quatro gráficos

A relação escaldante entre a ADSE e os privados em quatro gráficos

Vários grupos privados anunciaram a sua intenção em acabar com os acordos com a ADSE. Em apenas quatro gráficos, o Negócios mostra como a ADSE, os hospitais privados e o Serviço Nacional de Saúde são tão dependentes uns dos outros.
Financiamento da ADSE a privados sobe A parcela de negócio dos hospitais privados paga pelos subsistemas de saúde dos funcionários públicos, designadamente a ADSE, subiu muito em 2016. Segundo o INE, atingiu os 20,8%. Sobe para 25,9% se retirarmos os hospitais em PPP, onde os gastos com os beneficiários da ADSE são contabilizados como despesa do SNS. A terceira principal fonte dos privados Os subsistemas de saúde dos funcionários públicos são a terceira principal fonte de financiamento dos hospitais privados. Acima só está o SNS (que paga aos privados para complementar os cuidados de saúde) e sobretudo as famílias, que suportam a maior factura (isto sem contar com o que pagam aos seguros). Luz Saúde e José de Mello lideram faturas A Luz Saúde e José de Mello são de longe os grupos com maior peso na faturação apresentada à ADSE. Os dados relativos a 2017, divulgados há cerca de um ano pela ADSE ao Negócios, mostram que estes dois grupos apresentaram mais de um terço dos 280 milhões de euros faturados à ADSE nesse ano. Privados precisam mais do SNS que da ADSE Muito mais importante para a actividade dos privados do que a ADSE é o Serviço Nacional e Regional de Saúde. Se nos hospitais privados, a ADSE tem um peso expressivo, o mesmo já não acontece nos laboratórios médicos e de diagnóstico, nos consultórios ou unidades de cuidados continuados.
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