observador.ptobservador.pt - 13 fev 22:48

Marido da vice-governadora do Banco de Portugal estava na La Seda quando Caixa entrou no capital da empresa

Marido da vice-governadora do Banco de Portugal estava na La Seda quando Caixa entrou no capital da empresa

Elisa Ferreira não pediu escusa na auditoria à gestão da Caixa. Mas o marido estava na La Seda quando o banco investiu. Vice-governadora do Banco de Portugal diz que não há incompatibilidade.

O marido de Elisa Ferreira, vice-governadora do Banco de Portugal, já era vice-presidente da La Seda Barcelona quando a Caixa Geral de Depósitos (CGD) entrou no capital da empresa para financiar a fábrica de petroquímicos Artlant em Sines, está a avançar o Eco.

A notícia surge depois de o Banco de Portugal ter dito em comunicado que “a vice-governadora considera que não existem razões que possam influenciar, ou que possam dar a aparência de influenciar, a sua atuação em matéria de supervisão da CGD”. Em causa estava o facto de Fernando Freire de Sousa ter sido vice-presidente da La Seda entre 2004 e 2008, quando a CGD fez esse investimento, que custou mais 250 milhões de euros ao banco público, recorda o jornal económico.

Elisa Ferreira disse que não ia pedir escusa das matérias relacionadas com a auditoria à gestão da Caixa porque quando o banco realizou o primeiro crédito com o La Seda Barcelona já Fernando Freire de Sousa, o marido, estava fora da presidência tanto da empresa espanhola como da Artlant. No entanto, diz a auditoria da EY ao banco, a relação entre a Caixa e a empresa espanhola remonta a 2006, quando Fernando Freire de Sousa trabalhava com Rafael Español na La Seda.

Nessa altura, apesar do primeiro crédito ter sido feito pela Caixa apenas a 7 de maio de 2008 (quando o marido da vice-governadora já estava fora da La Seda e da Artlant), já a Caixa tinha entrado no capital da empresa. Em 2006, a Caixa já tinha investido 34 milhões de euros em ações da empresa com a missão de trazer para Portugal um investimento de 400 milhões de euros numa fábrica de produção de PTA.

Questionado pelo Eco, o Banco de Portugal repetiu que “a vice-governadora do Banco de Portugal reitera a sua posição de que não existem razões que possam influenciar, ou que possam dar a aparência de influenciar, a sua atuação em matéria de supervisão da CGD”.

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