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Bolsas ganham com EUA-China, euro perde com incerteza em Espanha e cobre continua a valorizar

Bolsas ganham com EUA-China, euro perde com incerteza em Espanha e cobre continua a valorizar

Os investidores mostraram-se otimistas com as boas perspetivas de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, bem como perante a possibilidade de se evitar um novo shutdown parcial do governo norte-americano.

Os mercados em números

PSI-20 recuou 1,19% para 5.070,67 pontos

Stoxx 600 somou 0,59% para 364,93 pontos

S&P 500 avança 0,40% para 2.755,75 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 4,2 pontos base para 1,595%

Euro cede 0,34% para 1,1288 dólares

Petróleo valoriza 2,02% para 63,68 dólares por barril em Londres

Europa em alta pela terceira sessão

O índice de referência europeu, o Stoxx600, valorizou 0,59% para os 364,93 pontos, ilustrando o sentimento positivo que se vive nos mercados do Velho Continente, que registaram a terceira sessão consecutiva de ganhos. As principais bolsas fecharam no verde, com destaque para as cotadas do setor das matérias-primas, que valorizaram em torno dos 2%, num dia de ganhos substanciais nos mercados petrolíferos.


O otimismo surge depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter admitido um alargamento do período de tréguas comerciais com a China - que foi estabelecido inicialmente durante 90 dias, até 1 de março, data a partir da qual os Estados Unidos prometiam subir de 10% para 25% a tarifa aplicada sobre 200 mil milhões de dólares de importações chinesas. O presidente chinês, Xi Jinping, vai receber na sexta-feira o secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, e o representante do Comércio, Robert Lighthizer, para mais uma sessão de negociações. 


Contudo, por cá, a praça lisboeta contrastou com as pares europeias. O PSI-20 desvalorizou 1,19% para os 5.070,67 pontos, arrastado sobretudo pelo banco BCP no dia em que o BPI anunciou um corte de 18% no preço-alvo do banco, apontando expectativas mais reduzidas para os resultados. A recomendação também baixou, para "neutral".

Juros aliviam na generalidade da Europa
No mercado de dívida soberana persiste o alívio dos juros associados �� dívida a 10 anos na Europa, Estados Unidos e Japão. Os juros da dívida portuguesa nessa maturidade seguem a ceder 4,2 pontos base para 1,595% e outras "yields" de relevo na Europa estão também a aliviar.

A taxa remuneratória para as obrigações alemãs a 10 anos desce 0,7 pontos base para os 0,125%, a par dos juros da dívida britânica, que no mesmo prazo recuam 0,1 pontos base para os 1,184%. No mesmo sentido seguem os juros de Espanha e Itália, que cedem 0,7 pontos base para 1,234% e 5,9 pontos base para 2,784%, respetivamente.

Dólar reforça valorização com tomada de mais-valias noutras moedas

A nota verde segue a ganhar terreno face às principais congéneres. A moeda norte-americana está a ser sustentada sobretudo pelo acionar dos "stops de perdas" noutras moedas – que ocorre quando as divisas descem para um nível a partir do qual podem começar a provocar perdas nas carteiras, levando a que os investidores procedam ao fecho de posiç��es e à tomada de mais-valias.

Em relação à moeda única europeia, o dólar beneficiou também do facto de o euro estar a ser pressionado pela perspetiva crescente de eleições antecipadas em Espanha e pelas perspetivas sombrias para a economia do bloco. O euro segue a ceder 0,34% para 1,1288 dólares.

Petróleo sobe com perspetiva de maior corte saudita

As cotações do "ouro negro" seguem em alta nos principais mercados internacionais, animadas pelo facto de a Arábia Saudita ter dito que vai reduzir a sua produção além do que foi acordado no âmbito da OPEP + (membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e outros aliados, como a Rússia). Além disso, as perturbações na oferta da Venezuela, que atravessa um momento político incerto, também estão a sustentar a matéria-prima, a par com os sinais positivos dos EUA em relação às conversações comerciais com a China.

O West Texas Intermediate (WTI) para entrega em março segue a somar 2,13% para 54,23 dólares por barril. Também o Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – segue no verde, com os preços do contrato para entrega em abril a valorizarem 2,02% para 63,68 dólares. E isto apesar de um aumento das reservas norte-americanas de crude na semana passada.

Cobre a caminho da sexta semana de ganhos

As cotações do cobre continuam a ganhar terreno, sustentadas em grande medida pelo renovado otimismo quanto a um acordo comercial entre os EUA e a China – país que é um grande consumidor do metal vermelho-alaranjado. Além disso, o JPMorgan apresentou perspetivas otimistas para este metal industrial.

O cobre para entrega a três meses segue a somar 0,60% para 6.145 dólares por tonelada no Mercado Londrino de Metais (LME), a caminho da sexta semana consecutiva de ganhos.

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