observador.ptobservador.pt - 13 fev 19:47

Crime passional? Como Fernando, de 67 anos, terá sido morto pelo amigo de 20 anos

Crime passional? Como Fernando, de 67 anos, terá sido morto pelo amigo de 20 anos

Fernando, de 67 anos, reformado, foi encontrado sem vida no apartamento onde morava, na Rua de Santos Pousada. Suspeito é jovem espanhol com mandado europeu de detenção.

Na Rua de Santos Pousada era descrito como uma pessoa “calada e apressada”, que frequentava o café do bairro e a mercearia nas redondezas. Fernando Cruz, um idoso de 67 anos, foi encontrado morto no primeiro andar do número 687 daquela rua portuense, onde morava há mais de sete anos. O corpo exibia sinais de grande violência, marcas de “murros e pontapés” que o deixaram quase “desfigurado”, de acordo com a Polícia Judiciária.

Suspeita-se que na origem do crime poderão ter estado motivos passionais. A vítima e o alegado agressor, um jovem de 20 anos procurado internacionalmente, eram amigos, diz a PJ. Fernando já terá sido visto no local na companhia de outro jovem. O suspeito do crime também já tinha sido visto na Rua de Santos Pousada, embora ninguém associe um ao outro.

O idoso foi visto com vida pela última vez numa mercearia do bairro, na segunda-feira ao início da tarde. O reformado deslocava-se até à loja várias vezes por semana, para fazer pequenas compras. Passava à frente na fila, porque estava sempre com pressa, e era um homem de poucas palavras. Cliente assíduo do café situado na mesma rua onde morava e onde o crime foi perpetrado,  demorava pouco tempo nas idas ao estabelecimento. Em dias de jogo do Benfica, ficava a ver o futebol.

O primeiro sinal de que algo estava mal foi o facto de as janelas do primeiro andar do prédio onde morava o homem reformado terem ficado abertas toda a noite de segunda-feira, algo que não é normal, pelo menos no inverno, contou um morador do bairro. Terá sido uma vizinha a dar o primeiro alerta para as autoridades, logo na terça-feira de manhã.

Mas há uma versão que contraria este dado. Segundo o jornal Correio da Manhã, o jovem espanhol de 20 anos que está detido terá saído do prédio “ainda ensanguentado” e terá pedido ajuda “a um operário da construção civil”, que estava a trabalhar num edifício ao lado, isto na segunda-feira. O jovem terá dito “que tinha havido uma rixa entre vizinhos” e pedido ao trabalhador “que chamasse o INEM”.

Não foi possível apurar se esta chamada para o 112 chegou a ser feita. A PSP reafirmou apenas que recebeu o alerta esta terça-feira de manhã. Ao Observador, no local, vários residentes disseram que não se aperceberam de nada, incluindo um morador do mesmo prédio que, à hora que se pensa ter acontecido o homicídio, estava em casa.

Fernando foi agredido até à morte, com “vários murros, joelhadas e pontapés”, alegadamente pelo jovem de 20 anos de nacionalidade espanhola.

Ao Observador, fonte do Comando Metropolitano do Porto da Polícia de Segurança Pública confirmou que o alerta foi dado foi às 9.15 horas de terça-feira, através de uma chamada para o 112. Chegada ao local, a PSP fez as primeiras diligências e, perante a gravidade da situação, encaminhou o caso para a Polícia Judiciária.

O suspeito do homicídio, com antecedentes criminais, foi detido esta quarta-feira pela Polícia Judiciária do Porto, e já foi ouvido num primeiro interrogatório. O crime terá acontecido na segunda-feira.

De acordo com o Jornal de Notícias, o jovem espanhol de 20 anos tem pendente um mandado de detenção europeu e internacional para cumprimento de pena de 14 anos prisão, em Espanha, por ter sido condenado pela prática de um crime de homicídio na forma tentada e um de roubo, ocorridos em 2017.

O suspeito está detido. O interrogatório no Tribunal de Instrução Criminal do Porto prossegue esta quinta-feira.

Abusos na Igreja

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.
2
1