expresso.ptexpresso.pt - 12 fev 10:27

Quando a GNR apanha o agressor com a faca na mão – mais cinco detenções por violência doméstica

Quando a GNR apanha o agressor com a faca na mão – mais cinco detenções por violência doméstica

Cinco homens foram detidos nos últimos dois dias por violência doméstica. Dois foram apanhados em flagrante. Um deles ameaçando a mulher com uma faca. Outro tinha uma pistola em casa

Portugal entrou em convulsão com a notícia do número de homicídios conjugais em janeiro, mas fevereiro traz mais casos de violência doméstica e ameaças de morte a mulheres. Segundo a edição de hoje do Jornal de Notícias, cinco homens foram detidos só nos últimos dois dias.

A notícia é relativamente curta, mas lista os cinco casos, dois dos quais de homens apanhados em flagrante quando atacavam a mulher.

Num dos casos, prossegue o JN, o agressor de 48 anos estava a ameaçar de morte a mulher com uma faca quando os agentes da GNR chegaram ao local, em Pombal. A polícia havia sido chamada pela própria vítima. O outro caso flagrante ocorreu em Valbom, Gondomar, quando um homem de 41 anos agredia a mulher.

Já não em flagrante, outro homem, neste caso na casa dos 70 anos, tinha agredido a mulher em Gouveia, tendo sido descoberta uma pistola e munições em sua casa, além de uma faca, armas alegadamente usadas em agressões anteriores. O quarto caso relatado pelo JN ocorreu em Arcozelo (um homem de 52 anos suspeito de violência doméstica prolongada, ao longo de 15 anos, sobre a sua mulher, de 46 anos); o quinto caso, de um homem de 45 anos, foi reportado em Espinho.

Os casos de violência doméstica são frequentes: só no ano passado foram apresentadas quase 30 mil queixas em Portugal, o que perfaz uma queixa de vinte em vinte minutos, como revelou o Expresso no sábado passado. Foi depois do crime no Seixal, em que Pedro Henriques matou a sogra e a filha, tendo-se suicidado depois, que os casos de violência doméstica irromperam na semana passada nos noticiários.

Desde o início do ano, seis mulheres e uma criança foram assassinadas em contexto de violência doméstica, contabilizou a Lusa. Na sexta, o Expresso contou os casos: “Lúcia, Eufrázia, Luzia, Marina, Helena, Lara. A violência doméstica tem nome e mata”.


O crime do Seixal provocou debate alargado, incluindo sobre as condições de segurança de quem apresenta queixa. Naquele caso, a PSP voltou a casa de Sandra Cabrita dois meses depois de a empregada comercial ter desistido da queixa-crime contra o ex-companheiro, Pedro Henriques, por coação e ameaças agravadas. Foi uma nova discussão por causa da guarda da filha, Lara, de dois anos, que levou a polícia ao andar no Seixal. Lara foi morta pelo pai na semana passada.

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