observador.ptobservador.pt - 12 fev 16:00

Esquadra de Alfragide. Ministério Público deixa cair acusações de tortura e racismo em processo

Esquadra de Alfragide. Ministério Público deixa cair acusações de tortura e racismo em processo

Caso remonta às alegadas agressões a jovens da Cova da Moura. Alegações finais decorrem esta terça-feira. Entre os 17 agentes da PSP, pelo menos sete estão acusados de ofensas à integridade física.

O Ministério Público (MP) considerou em alegações finais, a decorrer esta terça-feira, que os crimes de tortura de que eram acusados 17 agentes da PSP de Alfragide não foram dados como provados, avança o Público. Os crimes estão neste momento a ser julgados no Tribunal de Sintra.

O procurador Manuel das Dores manteve a acusação a pelo menos sete polícias por crimes de ofensas à integridade física, um dos quais é o agente que disparou a shotgun, João Nunes, contra o qual se mantêm já outros crimes de ofensa à integridade física. Luis Anunciação, chefe da esquadra de Alfragide, está acusado de falsificação de auto.

Em causa estão as alegadas agressões a seis jovens da Cova da Moura, que remontam a 5 de fevereiro de 2015, na esquadra de Alfragide. Os arguidos foram indiciados por denúncia caluniosa, injúria, ofensa à integridade física e falsidade de testemunho, bem como por outros tratamentos cruéis e degradantes ou desumanos, de sequestro agravado e de falsificação de documento.

Inicialmente, o processo contava com 18 arguidos, mas a juíza de instrução criminal decidiu não levar a julgamento uma subcomissária por não se encontrar na esquadra de Alfragide na altura em que os factos ocorreram. O MP considerava que os agentes agiram com ódio racial, de forma desumana, cruel e tiveram prazer em causar sofrimento.

Abusos na Igreja

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.
3
1