observador.ptobservador.pt - 11 fev 07:30

Caixa. Bloco de Esquerda pede exoneração do governador Carlos Costa

Caixa. Bloco de Esquerda pede exoneração do governador Carlos Costa

O governador pediu escusa das decisões do Banco de Portugal sobre auditoria à gestão da CGD, por já ter sido administrador daquele banco. Bloco de Esquerda volta a pedir exoneração por "falha grave".

Depois de o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, ter pedido escusa de quaisquer decisões do Banco de Portugal sobre a auditoria da Caixa Geral de Depósitos (por ter sido administrador daquele banco entre 2004 e 2006), o Bloco de Esquerda apressou-se a pedir a exoneração do governador.

O pedido do partido para que o Governo “avalie e retire consequências” sobre a intervenção do governador nos créditos ruinosos da Caixa foi feito por Catarina Martins logo após a divulgação do comunicado do governador. Carlos Costa pediu escusa das decisões do Banco de Portugal decorrentes da auditoria ao banco público feita pela EY aos atos de gestão de 2000 a 2015, que agora está nas mãos da Assembleia da República. E disse, inclusive, que estava “totalmente disponível” para responder às questões dos deputados.

Para o Bloco de Esquerda, contudo, não é suficiente, escreve o Jornal de Negócios. A exoneração volta a estar em cima da mesa, depois de os bloquistas já o terem defendido a propósito do caso BES. Na altura, em 2017, o BE invocava a única via legal para afastar o governador: “um governador só pode ser demitido das suas funções se deixar de preencher os requisitos necessários ao exercício das mesmas ou se tiver cometido falta grave”, lê-se no estatuto do sistema europeu de bancos centrais.

É nessa “falha grave”, que o BE diz que o governador incorreu por, segundo divulgou a revista Sábado, ter participado, quando foi administrador do banco público, em reuniões que aprovaram alguns dos créditos problemáticos agora revelados.

Carlos Costa termina o mandato em julho de 2020 e volta a estar debaixo de fogo, devendo ser chamado novamente ao Parlamento para esclarecer os deputados naquela que vai ser já a terceira comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos.

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