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Lucros do Citigroup crescem 26% mas receitas ficam aquém do previsto

Lucros do Citigroup crescem 26% mas receitas ficam aquém do previsto

O Citigroup fechou o quarto trimestre com lucros acima do esperado pelos analistas - e que traduzem uma subida de 26% em termos homólogos - ainda que as receitas tenham ficado aquém das previsões.

O Citigroup, o terceiro maior banco norte-americano em termos de ativos, superou as estimativas dos analistas com um crescimento dos lucros de 26%, ainda que a evolução das receitas tenha ficado aquém do esperado.

De acordo com os números revelados esta segunda-feira, 14 de janeiro, o banco fechou o quarto trimestre do ano passado com um lucro por ação de 1,61 dólares (excluindo o impacto extraordinário relacionado com a reforma fiscal), o que traduz um crescimento de 25,7% face ao período homólogo, superando as estimativas dos analistas que apontavam para 1,55 dólares.

A justificar esta melhoria face às estimativas dos analistas está o desempenho mais positivo do que o esperado do corte de custos e das perdas na carteira de créditos.

Ao contrário dos lucros, as receitas ficaram aquém do esperado, sobretudo devido à quebra de 21% das receitas com negociação de obrigações, moeda e matérias-primas, num período marcado por alguma turbulência nos mercados financeiros.

No total, as receitas totalizaram 17,1 mil milhões de dólares, abaixo das estimativas de 17,6 mil milhões.

No entanto, mais do que os resultados do quarto trimestre, o mercado estará atento às estimativas de receitas e lucros que serão apresentadas pelo CEO Michael Corbat e pelo CFO John Gerspach para 2019, depois de várias empresas como a Apple e o Starbucks terem revelado uma visão mais pessimista para este ano.

As ações do Citigroup desceram 30% no ano passado – mais do que os 20% do KBW Bank Index – devido às preocupações de que as suas operações internacionais exponham ainda mais o banco às dificuldades dos mercados emergentes e à guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

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