observador.ptobservador.pt - 14 jan 14:03

Legalização da canábis. Médicos católicos pedem “bom senso” aos deputados

Legalização da canábis. Médicos católicos pedem “bom senso” aos deputados

A Associação dos Médicos Católicos pediu "bom senso" aos deputados na hora da votação da legalização da canábis, que vai ao Parlamento no próximo dia 17. E apelam ao chumbo do diploma do BE.

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) pediu aos deputados que não deixem passar o diploma do Bloco de Esquerda que pretende legalizar a canábis para fins recreativos. Ignorando que o PAN também apresentou uma proposta no mesmo sentido, a associação apela ao “bom senso” dos parlamentares e cataloga o chumbo como sendo um ato de “responsabilidade política”. Os projetos de lei de BE e PAN vão estar em discussão no Parlamento na próxima quinta-feira, dia 17.

Através de comunicado, os médicos católicos de Portugal recordam que há vários “estudos, de diferentes áreas médicas”, que comprovam que o uso da canábis está “associado a alterações estruturais e funcionais no sistema nervoso central, com consequências nefastas para a saúde psíquica, e com riscos aumentados em casos de consumo prolongado ou desde idade precoce”.

Embora as propostas de Bloco de Esquerda e do PAN sejam diferentes, ambas pretendem que o consumo para fins recreativos seja legalizado. Algo que para esta associação “não se justifica”, já que, entende, “o mais importante para a saúde pública é que esse consumo seja evitado”.

Além dos argumentos científicos, a AMCP recorre ainda a uma citação do Papa Francisco para exigir ao Parlamento que não permita que os projetos vejam a luz do dia: “A droga é um mal e ante o mal não se pode ceder nem ter compromissos”.

De acordo com a edição de sábado do jornal Expresso, o diploma vai ser travado, já que o número de deputados tanto do PS como do PSD que estão abertos a aprovar os diplomas não são suficientes para atingir a maioria simples do hemiciclo — 116 votos. Em junho passado, o Parlamento aprovou o uso terapêutico de canábis. Então, o debate também tinha sido suscitado pelas propostas do Bloco de Esquerda e do PAN. O CDS foi o único partido a abster-se.

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