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Fecho dos mercados: China e Brexit provocam perdas nas bolsas, no petróleo e nos juros

Fecho dos mercados: China e Brexit provocam perdas nas bolsas, no petróleo e nos juros

Os dados económicos divulgados pela China e a incerteza sobre o Brexit está a deixar os investidores nervosos, o que se reflete na negociação, com as bolsas e o petróleo a caírem, assim como os juros das obrigações.

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,16% para 4.950,51 pontos

Stoxx 600 caiu 0,48% para 347,51 pontos

S&P 500 desvalorizou 0,51% para 2.582,95 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal recua 2,0 pontos base para 1,685%

Euro avança 0,02% para 1,1472 dólares

Petróleo cede 0,43% para 60,22 dólares por barril em Londres

Bolsas europeias caem pela primeira vez em cinco sessões 

As bolsas europeias encerraram em queda esta segunda-feira, 14 de janeiro, depois de quatro sessões consecutivas de ganhos, penalizadas pelos dados da China que mostram que as exportações do país desceram 4,4%, em dezembro – a maior queda dos últimos dois anos – o que está a aumentar os receios de uma desaceleração global mais pronunciada do que era esperado.

Os temores estendem-se a Wall Street, onde os principais índices também seguem em terreno negativo, com descidas superiores a 0,5%.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, deslizou 0,48% para 347,51 pontos, pressionado sobretudo pelo setor tecnológico e da saúde.

A contribuir para o pessimismo está ainda a incerteza em torno do Brexit, na véspera da votação do acordo, que, em caso de chumbo, poderá ditar uma saída do Reino Unido sem acordo.

Juros descem a beneficiar do nervosismo dos investidores 

As taxas de juro associadas à dívida dos países europeus recuaram, a beneficiar dos dados económicos divulgados na China e da incerteza sobre o Brexit. A "yield" das obrigações portuguesas a 10 anos 2 pontos para 1,685%, enquanto a bund recuou 0,5 pontos para 0,234%, o que coloca o prémio de risco de Portugal nos 145 pontos base.

Taxas Euribor ficam estáveis

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de abril de 2015, voltou hoje pela quinta sessão consecutiva a ser fixada em -0,308%, um máximo dos últimos seis meses e contra o mínimo de sempre, de -0,332%, registado pela primeira vez em 10 de abril de 2017. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de novembro de 2015, também voltou hoje a ser fixada, mas pela sexta sessão consecutiva, em -0,236%, um máximo desde julho do ano passado e contra o atual mínimo de sempre, de -0,279%, registado pela primeira vez em 31 de janeiro de 2018.         

May leva libra para máximos de sete semanas

A libra está a reagir em alta ao previsível chumbo do acordo para o Brexit no Parlamento britânico, uma vez que a primeira-ministra alertou que é mais provável o Reino Unido permanecer na União Europeia do que sair sem um acordo. Com o cenário de o Reino Unido permanecer na União Europeia ainda não totalmente descartado, a libra avança 0,28% para 1,2880 dólares, o que corresponde ao nível mais elevado desde 15 de novembro. No restante mercado cambial, o dólar está a perder terreno contra as principais divisas mundiais e o euro avança 0,02% para 1,1472 dólares.   

Petróleo desce pela segunda sessão após disparar 18%

Num dia negativo nos mercados acionistas, o petróleo também está a corrigir das fortes subidas de início de ano. Na segunda sessão em queda, o WTI em Nova Iorque desvaloriza 0,17% para 51,50 dólares, enquanto o Brent em Londres cede 0,43% para 60,22 dólares. Nas nove sessões anteriores a cotação do Brent disparou mais de 18%.

A evolução da matéria-prima tem evoluído em função das garantias da OPEP de que vai deixar o mercado em equilíbrio e os sinais de aumento da produção petrolífera nos EUA. O ministro saudita da Energia, Khalid Al-Falih, disse esta segunda-feira que a OPEP+ (grupo que também inclui a Rússia e outros aliados) fará mais cortes do que os que estão previstos, se tal for necessário para responder ao aumento de produção nos EUA.

Dados fracos da China dão força ao ouro

Os sinais que confirmam a abrandamento da economia chinesa estão a dar força ao ouro, com o metal amarelo a manter a tendência de alta das últimas sessões, beneficiando também com a desvalorização do dólar. O ouro está a valorizar 0,2% para 1.292,6 dólares a onça. A notícia de fusões no setor também está a contribuir para a tendência altista da matéria-prima. 

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