www.publico.ptpublico.pt - 12 jan 20:59

Frio coloca em risco sobrevivência de refugiados na Síria e no Líbano

Frio coloca em risco sobrevivência de refugiados na Síria e no Líbano

Temperaturas baixas, seguidas de chuva intensa e fortes nevões, põem em risco refugiados na Síria e no Líbano. Alto comissariados das Nações Unidas para os Refugiados deixa o alerta.

Em Arsal, no norte do Líbano, e na província Síria de Idlib, as temperaturas baixas ameaçam menores e as suas famílias que estão alojadas em campos de refugiados. A chuva intensa e vento forte, aliados a neve, destruíram as frágeis tendas que servem de único abrigo para enfrentar o Inverno, alertou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Segundo dados do Governo, noticia o El País, o Líbano acolhe cerca de 1,5 milhões de sírios que fugiram à guerra, representando um quarto da população libanesa, e sendo o país com maior densidade de refugiados per capita no mundo, avança o mesmo órgão de informação.

70 mil refugiados, incluindo 40 mil crianças, estarão sujeitas a condições climatéricas extremas neste país, de acordo com o Guardian.

Foi em Arsal que se registaram as temperaturas mais baixas no Líbano, chegando os termómetros a marcar dez graus negativos e a neve impedindo o acesso ao campo de refugiados da cidade. Noutras regiões, as inundações provocadas pelas chuvas destruíram habitações improvisadas.

Neste momento, os refugiados em Arsal queixam-se da falta de ajuda e do pouco combustível que é distribuído às famílias, noticia o diário espanhol. O financiamento deficitário à ONU continua a fazer-se sentir: em 2018, a organização obteve apenas 50% dos 4.780 milhões de euros que solicitou com vista a auxiliar 5,6 milhões de refugiados.

Frio coloca 11 mil crianças em risco

Uma criança síria de oito anos acabou por morrer no Líbano, depois de ter escorregado para um rio durante uma tempestade, avança, por sua vez, o diário inglês.

Na Síria as temperaturas baixas ameaçam 11 mil crianças refugiadas, de acordo com jornal britânico. Voluntários nos campos de refugiados alertam para o “risco real de as pessoas simplesmente congelarem até à morte”, na sequência das descidas de temperaturas registadas no fim-de-semana e da escassez de mantas, agasalhos e combustível, alerta o mesmo jornal.

Das 2,9 milhões de pessoas que vivem em Idlib, metade são refugiadas, mostram os números das Nações Unidas. A organização Save The Children alerta para a necessidade de se estabelecer uma zona desmilitarizada assegurada pela Turquia e Rússia — ao longo da frente de Idlib — para que se evite uma eventual crise humanitária, caso a situação escale.

28
1