www.jornaldenegocios.ptjornaldenegocios.pt - 12 jan 09:30

S&P500 com o maior ciclo de ganhos desde Setembro em semana positiva nas bolsas mundiais

S&P500 com o maior ciclo de ganhos desde Setembro em semana positiva nas bolsas mundiais

Os investidores revelaram-se otimistas esta semana, tendo elevado as bolsas e feito descer os juros. O petróleo também registou fortes subidas, depois de ter sido garantido que os cortes de produção na OPEP vão começar já em janeiro.
S&P500 com o maior ciclo de ganhos desde setembro A semana foi de ganhos nas praças mundiais, num período marcado pelas negociações comerciais entre os EUA e a China e pela abertura da Fed em esperar para voltar a subir os juros nos EUA. O S&P500 foi, aliás, o que mais subiu entre as principais bolsas, tendo somado mais de 2%. Este índice completou assim três semanas consecutivas de ganhos, o que já não acontecia desde Setembro.  PSI-20 recupera para níveis de dezembro A bolsa nacional fechou a subir pela segunda semana. O ganho do PSI-20, superior a 1%, permitiu que o índice valorizasse para máximos de 4 de dezembro, numa semana positiva para as bolsas mundiais. Ibersol foi a estrela da semana A semana foi de ganhos generalizados na bolsa nacional. Das 18 cotadas que compõem o PSI-20 apenas três fecharam com perdas. Entre as que mais subiram, destacou-se a Ibersol, com um ganho de 9%, tendo tocado em máximos de Outubro. A liquidez foi também elevada, tendo em duas sessões negociado mais de 15 mil títulos por dia, quando a média diária dos últimos seis meses é de apenas sete mil. Destaque ainda para a Mota-Engil, que apreciou mais de 5,5%, a beneficiar da notícia de que ganhou uma obra de 25 milhões de euros em Angola. Fornecedores da Apple recuperam A suíça AMS e a STMicroelectronics estiveram entre as cotadas que mais subiram na Europa esta semana. Estas cotadas, que foram muito pressionadas no último trimestre de 2018 devido ao enfraquecimento das vendas da Apple, recuperaram, registando subidas acentuadas. Estas empresas são fornecedoras da Apple, tecnológica que observou uma subida bem mais moderada, de cerca de 2%. O final da semana foi marcado pelas notícias que revelaram que os retalhistas chineses que vendem produtos da Apple reduziram os preços de alguns modelos do iPhone em mais de 20%. Além disso, o WSJ avançou que a empresa se prepara para lançar três novos modelos do seu telemóvel este outono.  Novos tratamentos fazem disparar Nektar A Nektar Therapeutics subiu quase 20%, numa semana marcada pelo anúncio por parte do seu CEO de que a empresa e a parceira Bristol-Myers vão avançar com novos testes para tratamentos do cancro dos pulmões. Um anúncio que animou a negociação da cotada. Em destaque esteve também a Mattel, depois de ter sido revelado que acordou com a Warner Bros a realização de um filme da Barbie.  Libra brilhou em mais uma semana de dúvidas sobre o Brexit Como é que o Reino Unido vai sair da União Europeia? Esta questão tem marcado os dias. Esta semana, o desfecho foi positivo para a moeda britânica, que se destacou entre as congéneres. O euro também se forteleceu face ao dólar, numa semana em que a Fed deixou claro que não tem pressa para subir novamente os juros. Brent regista ganhos superiores a 6% Depois do final de 2018 ter sido marcado por quedas acentuadas nos preços do petróleo, o arranque do ano está a ser o oposto. Esta semana o preço do barril do Brent aumentou mais de 6% e subiu para níveis de Novembro, a beneficiar da garantia deixada pela Arábia Saudita. O país garantiu que os cortes de produção acordados entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os seus parceiros, como a Rússia, vão ser implementados ainda este mês.  Juros descem na Europa O sentimento positivo que marcou a semana nas bolsas, transferiu-se também para o mercado de dívida. Com uma postura de menor perceção de risco, os investidores acabaram por fazer também descer os juros da dívida de países como Portugal, onde a taxa de juro implícita nas obrigações a 10 anos diminuiu mais de 10 pontos base. Em sentido contrário estiveram as obrigações de países que costumam servir de refúgio, como a Alemanha e os EUA.  A semana foi positiva nas bolsas mundiais, que registaram ganhos expressivos. Este sentimento positivo que marcou a semana, acabou por ajudar à descida dos juros da dívida de países como Portugal. 

Já o petróleo subiu, a beneficiar da perspetiva de que os cortes acordados pelos membros da OPEP e seus aliados sejam efectivados ainda este mês. 

Ainda assim, os investidores continuam à espera de pormenores e definições em torno das negociações comerciais entre os EUA e a China e o Brexit.
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