observador.ptobservador.pt - 12 jan 22:21

Nissan esclarece que o Leaf não monta células da LG

Nissan esclarece que o Leaf não monta células da LG

Depois de alguma confusão criada durante a apresentação do Leaf e+, no recente CES 2019, em Las Vegas, a Nissan sentiu necessidade de esclarecer: "o Leaf de 40 e 62 kWh usa apenas baterias nossas".

Grande parte da imprensa norte-americana escreveu que o Leaf e+ dispunha de baterias fornecidas pela LG. Mas a Nissan vem agora esclarecer que, afinal, não é assim. Há essencialmente dois motivos por detrás da confusão lançada sobre a origem das baterias que equipam o eléctrico japonês com 62 kWh, tal como chamámos a atenção neste artigo.

Primeiro, é um facto que a Nissan já anunciou por diversas vezes que se tinha visto livre da sua fábrica de células e packs de bateria, a Automotive Energy Supply Corporation (AESC), que detém em colaboração com a NEC e a Tokin. Mas sem sucesso, pois o último potencial comprador, o Envisions Group, não chegou a concretizar a compra, em linha do que já tinha acontecido antes nas negociações com a Panasonic e a GSR Capital.

Na época Carlos Ghosn, que liderava a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi e a Nissan em particular, era da opinião que possuir uma fábrica de baterias, sem um parceiro tecnológico do sector que garantisse que as células que produziam estavam entre as mais avançadas – tal como o que a Tesla tem com a Panasonic, ou o Grupo Volkswagen com uma mão cheia de fornecedores (mínimo quatro) –, era um mau negócio. Daí que a Renault, com o Zoe, tenha preferido optar pela LG que, segundo os franceses, propunha células mais eficazes e baratas, quando comparadas com as fabricadas pela AESC.

Tendo falhado mais uma tentativa de vender a AESC, a Nissan, a NEC e a Tokin não tiveram outra alternativa senão continuar a laborar com a tecnologia de que já dispunham, pois tudo era preferível a encerrar a sua fábrica de baterias. A AESC, além de centros de desenvolvimento e produção em Oppama, Atsugi e Zama, no Japão, possui ainda uma linha de produção em Sunderland, no Reino Unido, e outra no Tennessee, nos EUA.

A segunda razão para a confusão entre a origem dos acumuladores do Leaf e+ prendeu-se com as declarações de algum responsável da marca, durante a apresentação do Leaf e+, pois se tivesse ficado claro que as células e as baterias eram fornecidas pela AESC, não havia margem para dúvidas. Para colocar definitivamente os pontos nos is, as baterias do Leaf e+ são idênticas às do Leaf 40 kWh, ou seja, continuam a ser fornecidas pela AESC e do tipo bolsa.

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