www.publico.ptpublico.pt - 11 jan 10:01

Capital de risco portuguesa lança fundo de 46 milhões para “startups” ibéricas

Capital de risco portuguesa lança fundo de 46 milhões para “startups” ibéricas

Indico Capital Partners pretende investir 150 mil a cinco milhões de euros por empresa.

A empresa portuguesa de capital de risco Indico Capital Partners anunciou um fundo de 46 milhões de euros para aplicar em startups tecnológicas da Península Ibérica. O objectivo é investir entre 150 mil euros e cinco milhões de euros em projectos de áreas como a cibersegurança, inteligência artificial e tecnologias aplicadas ao sector financeiro, uma área conhecida no meio como fintech.

O Indico é gerida por nomes conhecidos no sector das startups em Portugal: Stephan Morais (ex-administrador da Caixa Capital, o braço de investimento de risco da Caixa Geral de Depósitos), Cristina Fonseca (co-fundadora da Talkdesk, uma empresa de software para call centers que nasceu em Portugal) e Ricardo Torgal (ex-gestor de investimentos na Caixa Capital).

O fundo funciona numa mistura de mecanismos públicos e capitais privados. O principal investidor é o Fundo Europeu de Investimento, uma instituição europeia que canaliza capital para pequenas e médias empresas através de intermediários como fundos de investimento. Do grupo de investidores fazem ainda parte a Instituição Financeira de Desenvolvimento (uma entidade pública portuguesa) e a Draper Esprit (uma empresa britânica de capital de risco).

No total são “mais de 20 investidores institucionais e individuais”, entre os quais “fundos de pensões, instituições de ensino e investigação, entidades gestoras de fortunas, empresários, gestores e empreendedores de tecnologia locais e internacionais”, informou a Indico.

Em comunicado, a empresa referiu que “os primeiros investimentos da Indico já foram concluídos e serão anunciados em breve”. O PÚBLICO questionou a empresa sobre estes investimentos, mas não obteve resposta.

O fundo pretende investir em várias fases de maturidade das startups, “durante o seu período de vida de dez anos”, começando nas chamadas rondas pre-seed e série A, que são os primeiros patamares de investimento de risco numa empresa.

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