www.jornaldenegocios.ptjornaldenegocios.pt - 8 dez 09:30

Tensões comerciais pesam na bolsa, OPEP anima petróleo e Brexit pressiona libra

Tensões comerciais pesam na bolsa, OPEP anima petróleo e Brexit pressiona libra

As bolsas desvalorizaram no acumulado da semana, com a expectativa de um acordo comercial entre os EUA-China a perder força devido a novas declarações de Trump. Já o petróleo, apesar da derrocada de quinta-feira, recuperou na semana, com a referência em Londres a registar a maior subida desde Abril. A libra, por seu lado, mostrou-se débil em vésperas de votação do acordo do Brexit no parlamento britânico.

A generalidade das principais praças europeias fechou a semana com um saldo negativo, o mesmo acontecendo do outro lado do Atlântico.

Na sexta-feira, o Stoxx 600, que agrega as 600 principais cotadas europeias, subiu 0,64% para 345,50 pontos, depois de na véspera ter atingido mínimos de 2016 ao registar a pior sessão desde o Brexit. Apesar da ligeira recuperação, o principal índice europeu não conseguiu evitar a queda semanal: perdeu 3,36% no acumular dos cinco dias, registando a pior queda semanal em mais de um mês. 


A pesar na tendência das bolsas estiveram sobretudo os receios em torno das tensões comerciais entre Washington e Pequim.


Na segunda-feira, os investidores congratularam-se com o facto de os presidentes dos EUA e da China, Donald Trump e Xi Jinping, terem acordado no dia 1 de Dezembro – à margem do G20 – tréguas de três meses para que as negociações sobre as relações comerciais decorram num contexto mais tranquilo. 

Este acordo veio intensificar a expectativa de que Washington e Pequim consigam chegar a um entendimento que ponha termo à aplicação mútua de tarifas aduaneiras adicionais.

Contudo, foi sol de pouca dura. E muito à conta de Donald Trump. Isto porque o presidente norte-americano publicou vários tweets, dando a entender que ainda muito caminho a percorrer para um acordo com a China.

Um outro factor teve bastante influência negativa no sentimento dos investidores, especialmente nos EUA: a curva de rendimentos das obrigações norte-americanas está a horizontalizar. Ou seja, os investidores pedem juros para apostar na dívida de curto que estão cada vez mais próximos dos exigidos para o longo prazo. O que costuma indiciar a possibilidade de uma recessão pois os investidores estão a mostrar um maior receio de aplicar o dinheiro no curto prazo.

As bolsas foram também pressionadas durante parte da semana pelos receios de uma saída desordenada dos britânicos da União Europeia.

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