www.publico.ptpublico.pt - 8 dez 17:20

Vai haver clubes Ciência Viva em 237 escolas

Vai haver clubes Ciência Viva em 237 escolas

Governo disponibiliza dois milhões de euros no próximo ano para financiar actividades desta rede. Universidades, politécnicos e laboratórios científicos vão colaborar com os estabelecimentos de ensino.

Um conjunto de 237 escolas portuguesas vai poder contar com a colaboração de investigadores de universidades, politécnicos e laboratórios científicos para criarem programas de promoção da Ciência junto dos seus alunos. A rede Clubes Ciência Viva na escola vai ter dois milhões euros à disposição no próximo ano, para financiar as suas actividades, anunciou esta sexta-feira o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Serão as instituições científicas quem vai dizer às escolas o tipo de conhecimento que têm para lhes oferecer. Os estabelecimentos de ensino vão “escolher os seus parceiros, em função dos projectos que tiverem”, explica ao PÚBLICO a presidente da agência Ciência Viva, Rosalia Vargas. O programa é promovido pelo Ministério da Educação em parceria com este organismo público. “O trabalho vai fundamentalmente assentar em parcerias”, acrescenta a mesma responsável.

Além das instituições de ciência e ensino superior, também as autarquias e os centros Ciência Viva espalhados pelo país vão integrar esta iniciativa. “A grande vantagem deste programa será o trabalho em rede”, valoriza a mesma responsável.

A outra “mais-valia” identificada pela presidente da Ciência Viva foi a criação de centenas de clubes de ciências nas escolas do país desde que, em Março, o Governo anunciou a intenção de estabelecer esta rede. Ao todo, 237 escolas associaram-se à iniciativa, entre estabelecimentos públicos e privados e também cinco escolas do ensino profissional. Estão abrangidos 125 concelhos de todo o país (cerca de 40% do total), no continente e nas ilhas, bem como as escolas portuguesas de Moçambique e S. Tomé e Príncipe.

Os Clubes Ciência Viva na escola terão dois milhões de euros para financiar as suas actividades no próximo ano. O número de escolas que decidiram juntar-se à rede levou a que a verba fosse aumentada, em 500 mil euros, desde o anúncio inicial da medida por parte do Governo, há oito meses.

As escolas podem agora apresentar os seus projectos para justificar o apoio. A selecção será feita pela agência Ciência Viva e pela Direcção-Geral de Educação, as duas entidades que coordenam o programa. Esse concurso vai ser lançado em Janeiro e será financiado por fundos comunitários nas regiões mais pobres e que são elegíveis para apoio de Bruxelas, e pelo Orçamento do Estado, no resto do país.

O reforço de verbas foi anunciado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, na sexta-feira, na primeira Jornadas de Parcerias da rede de Clubes Ciência Viva na escola, que aconteceu no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. Seguem-se, no início do próximo ano, iniciativas idênticas no Porto, Bragança, Faro e Proença-a-Nova.

“Não havia nenhuma ferramenta que os fizesse chegar a todas as nossas escolas”, afirma o ministro da Educação para justificar esta medida. A intenção do Governo é que, “de uma forma lúdica” seja possível “contribuir para o aumento da capacidade científica da sociedade”.

Cada uma das escolas pode escolher as áreas científicas que pretende abordar nos respectivos clubes – tendo a possibilidade de escolher mais do que uma. Quase todos os estabelecimentos de ensino privilegiaram as Ciências Naturais (que serão um dos temas a abordar em 87% dos clubes) e a Físico-Química (84%). Menos populares são a Matemática (37%) e as Tecnologias da Informação e Comunicação (23%). A área científica sobre a qual recaíram menos escolhas são as Ciências Sociais e Humanas que vão ser objecto de cerca de um quinto das escolas envolvidas.

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