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Compliance, Sistemas de Integridade e Rupturas Regulatórias

Compliance, Sistemas de Integridade e Rupturas Regulatórias

O mais importante é pensar a longo prazo a fim de compreender que as normas de Compliance não significam óbices para o crescimento, mas sim uma oportunidade para crescer de forma segura e sustentável.

A unidade de inteligência da revista The Economist publicou um relatório sobre a interação de tendências regulatórias e prioridades estratégicas das empresas na Área de Compliance como resultado da pesquisa que mostra como a escala de mudança regulatória que todos os setores da economia enfrentam traz custos, riscos e oportunidades.

A investigação da The Economist Intelligence Unit buscou uma representação igualitária dos executivos seniores nas principais indústrias e funções. Metade dos respondentes da pesquisa são de nível executivo e os demais respondentes ocupam posições no nível de diretoria ou acima dela. Os entrevistados estão igualmente divididos entre seis setores: distribuição e transporte, serviços financeiros, governo, saúde, manufatura e varejo. Eles também representam uma divisão igual entre as seguintes funções: Jurídica e Compliance (Sistemas de Integridade e Cumprimento de Normas), finanças, gerenciamento geral, recursos humanos, Tecnologia da Informação e marketing. Além disso, todos os entrevistados representam organizações com receita global de mais de 50 milhões de dólares, metade das quais têm receita global anual de 500 milhões de dólares ou mais.

Uma conclusão geral é que as organizações estão se adaptando de diferentes maneiras para enfrentar esses desafios e algumas indústrias estão se mostrando mais eficazes do que outras. Um dado que chamou atenção é que o GDPR tem um impacto retumbante globalmente, pois menos de 1% dos inquiridos admitem não fazer “nada” em resposta ao Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), que é o regulamento que aborda a proteção de dados e a privacidade dos residentes na UE. Além disso, a maioria dos executivos diz que o GDPR mudou diretamente as suas estratégias ou operações, assim como afetou as suas metas financeiras.

Um outro ponto importante do relatório são as melhorias organizacionais da governança da informação a fim de alcançar de forma mais eficiente novos requisitos legais. Mas talvez, como resultado positivo, quase metade dos entrevistados também relataram melhorias benéficas na segurança e na redução a exposição ao risco.

Com relação a percepção das empresas, a chamada onda de regulação fez com que quase um terço das organizações (31%) consideraram-se muito bem sucedidas em abordar os seus desafios relacionados com a conformidade, embora a maioria se descrevesse como apenas um pouco bem sucedida (65%). Sendo que o desafio maior se encontra na conformidade representar dificuldades para atingir os objetivos corporativos.

Neste tópico das dificuldades, foi encontrada uma desconexão entre os programas de conformidade (Compliance) e estratégias organizacionais das empresas. De acordo com a pesquisa, o crescimento da receita e a melhoria da lucratividade são os principais objetivos estratégicos do setor privado, e a melhoria da prestação de serviços públicos é a principal prioridade no setor público. A redução de custos, a inovação e a aquisição mais forte de clientes e o envolvimento dos cidadãos também são priorizados pelos entrevistados. No entanto, quando perguntados se e como o escopo e o ritmo crescente de conformidade afetaram a sua organização, as respostas mais comumente selecionadas são a interrupção operacional (38%), crescimento mais lento (28%) e inovação mais lenta (28%) - resultados que estão em concorrência direta com as principais prioridades estratégicas.

Em suma, como conclusões gerais a pesquisa apresenta que a governança corporativa é um tema central na agenda de negócios, a segurança de informações e dados alcançou prioridade máxima para as empresas, a nova onde regulamentadora exige o envolvimento de uma cultura empresarial altamente cooperativa que envolva todos os funcionários da empresa o tempo todo sendo que o mais importante é pensar a longo prazo a fim de compreender que as normas de Compliance não significam óbices para o crescimento, mas sim uma oportunidade para crescer de forma segura e sustentável.

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