www.sabado.ptleitores@sabado.cofina.pt (Sábado) - 8 dez 05:00

Simões, o recordista

Simões, o recordista

River Plate e Boca Juniors decidem a Taça Libertadores no estádio Santiago Bernabéu, a casa mais ilustre de sempre, com 12 finais internacionais - Opinião , Sábado.

É um recorde antiquíssimo, com mais de 50 anos. Cinquenta e seis para ser mais preciso. Na final da Taça dos Campeões de 1962, entre Benfica e Real Madrid, em Amesterdão, o capitão José Águas levanta o troféu e Eusébio sai do campo a socar o ar com a camisola de Di Stéfano metida dentro dos calções.

No meio desta euforia toda, Simões estabelece uma marca inatingível, a do mais jovem de sempre a jogar (e a ganhar) uma final da Taça/Liga dos Campeões, com 18 anos, quatro meses e 18 dias. É dose. Ainda nem tirara a carta de condução e já anda catalogado como campeão europeu. À conta do Real Madrid, então o maior clube do mundo.

Nada muda daí para cá: o Real Madrid ainda é o maior. Graças aos títulos europeus (25). E também ao Santiago Bernabéu, o estádio mais ilustre de todos os tempos a partir de domingo, dia 9, com a decisão sul-americana entre River Plate e Boca Juniors. Só falta mesmo esta, a Taça Libertadores.

Já não basta receber uma final do Europeu (1964), uma do Mundial (1982), cinco da Taça/Liga dos Campeões (a última em 2010), duas da Taça UEFA (1985, 1986) e três da Intercontinental (todas nos anos 60, uma delas entre Inter e Independiente). É dose. À imagem do recorde de Simões.

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