desporto.sapo.ptdesporto.sapo.pt - 8 dez 22:01

Villas-Boas: "Já me passou pela cabeça candidatar-me à presidência do FC Porto"

Villas-Boas: "Já me passou pela cabeça candidatar-me à presidência do FC Porto"

Treinador revelou ainda que o regresso ao banco de suplentes deve estar perto.

André Villas-Boas confessou este sábado que não coloca de parte a possibilidade de no futuro, que nunca será próximo, vir a assumir a presidência do FC Porto.

"Candidatar-se à presidência do FCP? [pausa] Não sei. Nunca arranjei tempo para refletir sobre o assunto da forma que deve ser. Seria um passo extremamente difícil de dar. Não está, seguramente, nos meus horizontes mais curtos, porque depois destes cinco anos que ainda quero fazer como treinador quero continuar a dedicar-me ao desporto automóvel. Tenho mais umas costelas para partir no Dakar no futuro. Num futuro próximo não. Refletir intensamente sobre isso, não. Se já me passou pela cabeça? Já. Mas cada coisa a seu tempo. Como dizia, os limites de tempo estão completamente díspares. Não é que não deseje que o nosso presidente não se mantenha o máximo de tempo possível, porque esse é o desejo de todos os portistas, mas em princípio não será assim", afirmou o antigo treinador dos 'azuis e brancos', citado pelo jornal 'O Jogo', à margem da apresentação da biografia de Maniche.

Sem treinar desde 2017, quando orientou o Shanghai SIPG, o técnico falou ainda do seu futuro e revelou que deve estar próximo o seu regresso ao banco de suplentes.

"Não devo continuar muito mais tempo na carreira de treinador de futebol. Tinha planeado há muito tempo que seria de 10 ou 15 anos. Caminha agora para o décimo e o meu objetivo é fazer mais cinco anos de carreira. A mesma irá continuar fora do país, assim tem sido desde que deixei a Académica e o FC Porto. Quero desfrutar um pouco, enquanto os meus filhos se permitem a viajar e a aprender novas culturas e novas línguas, porque é bom para eles. Se se proporcionar, será em junho de 2019, com um projeto certo, que goste, onde passa desfrutar de treinar e de estar no campo", afirmou.

"Sou um bocado esquisito com as minhas escolhas. País? Já estive perto do Brasil, do Japão, do Chile já desisti... [risos] Mas eram ideias que tinha em 2011, mas sinto a falta da competitividade das grandes seis ligas europeias e são todas essas decisões que com este tempo posso tomar. O próximo passo será bem pensado, possivelmente extravagante, mas se for num campeonato competitivo, também será para desfrutar", acrescentou.

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