observador.ptobservador.pt - 6 dez 14:21

Criança de dois anos precisa de um tipo de sangue raro para sobreviver

Criança de dois anos precisa de um tipo de sangue raro para sobreviver

Uma menina de dois anos precisa urgentemente de transfusões de um tipo de sangue raro para sobreviver. Em setembro foi-lhe diagnosticado um cancro, mas a quimioterapia não é suficiente.

Uma menina de dois anos, filha de pais paquistaneses, precisa urgentemente de transfusões de um tipo de sangue raro para sobreviver. Em setembro foi-lhe diagnosticado neuroblastoma – um tipo de cancro que afeta geralmente crianças até aos cinco anos de idade e que se desenvolve nas células nervosas de várias partes do corpo, como pescoço, tórax, abdómen ou pélvis – e agora os pais procuram uma solução a nível mundial, já que a quimioterapia que está a realizar não é suficiente.

O tumor de Zainab Mughal começou por crescer no abdómen e para o combater precisa de dois transplantes de medula óssea, acrescida de quimioterapia, e sobretudo de encontrar um dador compatível com o seu tipo de sangue para sobreviver.

É bastante comum a presença do antigénio Indian B  – moléculas que ao serem introduzidas no organismo fazem com que o sistema imunitário produza anticorpos contra ele – no topo das células dos glóbulos vermelhos. Contudo, nas populações descendentes do Paquistão, Irão e Índia existe a carência desse antigénio e é isso que acontece com Zainab. Por isso, a menina  apenas pode receber transfusões de pessoas com a mesma característica, caso contrário o corpo rejeita a transfusão e, inevitavelmente terá maior probabilidade de encontrar o seu dador nessas regiões étnicas. Outro dos critérios necessários para que lhe seja encontrado um dador compatível, além da carência do antigénio Indian B, é pertencer ao grupo sanguíneo A ou O. 

Numa batalha contra as estatísticas e probabilidades, os pais de Zainab inscreveram-se na OneBlood, uma organização sem fins lucrativos do sul da Flórida, onde a menina vive, que se dedica a identificar e recrutar dadores a nível global. Na altura em que os pais procuraram ajuda, o programa tinha encontrado pelo menos 59 tipos de sangue raros num total de 120 mil dadores, mas nenhum era compatível com a menina.

Agora e com a ajuda da organização, os pais da menina fizeram um vídeo, onde apelam à solidariedade mundial em busca de um dador.

Sorte, obrigado, Deus. Eles encontraram três dadores [dois nos Estados Unidos e um no Reino Unido]. Ainda assim, ela continua a fazer o tratamento normal. Nós iremos precisar definitivamente de mais sangue”, apela Raheel Mughal, o pai de Zainab, aos possíveis dadores.

A menina precisa urgentemente de sete de dez dadores que ainda não foram encontrados, já que apenas a quimioterapia que está a fazer não é suficiente. Dadas as restrições e a as baixas probabilidades, Raheel direciona o apelo às pessoas do Médio Oriente, dizendo que a vida da filha depende do sangue.

Ela precisa urgentemente de doações de sangue para conseguir sobreviver e combater o cancro que a está a matar. O sangue não irá curá-la, mas é muito, muito improtante para a apoiar enquanto realiza os tratamentos”, explica o pai da menina.

De acordo com o Programa Americano de Doadores Raros, uma colaboração da Cruz Vermelha Amerciana e a AABB, menos de uma em cada mil pessoas pertencem um grupo sanguíneo considerado “raro” e menos ainda ao “extremamente raro”. Mais de mil pessoas descendentes das três etnias compatíveis já fizeram doações, avança o jornal Daily Herald.

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