eco.pteco.pt - 10 nov 14:00

A frase, os cafés e outras coisas que marcaram o Web Summit

A frase, os cafés e outras coisas que marcaram o Web Summit

Reunimos dez coisas que marcaram a edição deste ano do Web Summit. Desde a frase que fez mais eco, ao número de cafés bebidos, ao gráfico em forma de um falo.

Concluída mais uma edição do Web Summit, que foi a terceira em Lisboa, reunimos numa lista com emojis as dez coisas que marcaram o evento. Desde a frase que fez mais eco, o número de cafés bebidos, o gráfico em forma de um falo, a foto que mereceu críticas e a robô que não falou.

💬 A frase

“A minha mulher disse-me ontem à noite que nos vamos mudar para Lisboa. Acho que a decisão já foi tomada.”

Quem a disse? Paddy Cosgrave, CEO e cofundador do Web Summit. E o ECO estava lá. Numa conferência de imprensa, no último dia do evento, o criador da maior conferência de empreendedorismo da Europa anunciou que vai mudar-se de Dublin para Lisboa. Isto depois de ter conseguido fechar com o Governo português e com a Câmara Municipal de Lisboa um contrato que garante a realização do evento em Portugal por mais dez anos e um financiamento anual de 11 milhões de euros.

Paddy Cosgrave, criador da conferência Web Summit. Web Summit/Flickr 🔌 A falha

Robô Sophia ficou sem internet

Sophia voltou a marcar presença no Web Summit este ano, mas não conseguiu ligar-se bem à internet. A robô está mais evoluída e tem novas expressões faciais — mas, na conferência de imprensa, não falou quase nada aos jornalistas. Sophia foi a cara de uma das mais recentes campanhas publicitárias da Altice Portugal, dona da Meo, que também foi a responsável pelo acesso à internet neste Web Summit. Depois de se saber que a Sophia não falou porque estava com “problemas técnicos” na ligação à internet, a Altice Portugal apressou-se a garantir que o problema era do cabo. A robô, afinal, precisa de “internet fixa” e de um “computador portátil” para poder funcionar.

A robô Sophia voltou a marcar presença este ano no Web Summit. Web Summit/Flickr ☕ A curiosidade

Os participantes do Web Summit beberam 363.846 cafés

Num comunicado de balanço dos quatro dias de evento, a organização refere que os quase 70.000 participantes beberam 363.846 cafés. Não é certo como é que a empresa chegou ao número mas a curiosidade mostra que, de facto, o pessoal ligado à tecnologia é ávido consumidor de cafeína.

Não é certo como chegaram ao número, mas o Web Summit diz que os participantes beberam 363.846 cafés. Web Summit/Flickr 🥇 O vencedor

Wayve vence batalha dos pitch, mas o público queria outra

A Wayve foi a grande vencedora da batalha dos pitch, integrada no Web Summit 2018. A empresa criada por Alex Kendall desenvolveu uma tecnologia para “ensinar” os carros autónomos a conduzir e foi escolhida pelos investidores que subiram ao palco. Na fase final do concurso, estavam na corrida outras duas startups: a lvl5, que criou uma alternativa barata ao equipamento (o sensor LIDAR) que faz funcionar os carros autónomos, e a FactMata, que fez um algoritmo para categorizar a credibilidade das notícias na web. A escolha do público foi diferente: na opinião da maioria dos participantes que votaram, o prémio deveria ter sido dado à lvl5.

Alex Kendall, fundador da Wayve. Web Summit/Flickr 📢 O anúncio

Pai da web lança campanha pelo acesso à internet

Tim Berners-Lee, o criador do protocolo World Wide Web, que permite aceder a páginas na internet como o ECO, aproveitou o palco do Web Summit para defender a criação de um novo contrato que salvaguarde os direitos dos cidadãos e as características da internet aberta. O inventor dos “sites” na internet anunciou ainda o lançamento de uma campanha, #ForTheWeb, um contrato para tentar garantir que todos os cidadãos possam ter o direito de aceder à internet, numa altura em que apenas metade da população tem acesso à rede.

Tim Berners-Lee, o homem que criou a world wide web. Web Summit/Flickr 📊 O gráfico

Costumers penetration in Europe…

Durante um painel, onde foram partilhadas dicas para os empreendedores que têm de apresentar ideias, David Schneider, cofundador da That Lot, apresentou um slide a exemplificar o que não se deve fazer. Chamou-lhe “Penetração de Clientes na Europa” e juntou ao “bolo” termos como “Satisfação” e “Produção”. O diagrama tinha uma forma fálica… e o resto não vale a pena explicar. A foto foi partilhada no Twitter por Rui Oliveira Marques, diretor-adjunto da Meios e Publicidade.

Exemplo do que não fazer numa apresentação. Rui Oliveira Marques/Twitter 💡 O número

44,5% de mulheres entre os participantes

A organização do Web Summit está mais perto da paridade. Este ano, as mulheres representaram 44,5% dos quase 70.000 participantes, de acordo com os números avançados por Paddy Cosgrave aos jornalistas.

O Web Summit está mais perto da paridade: as mulheres representaram 44,5% dos participantes este ano. Web Summit/Flickr 📷 A foto

Web Summit, more like… Man Summit

O Web Summit tem-se empenhado em esforços para trazer mais mulheres para o setor da tecnologia, nomeadamente através do programa Women in Tech. Mas não foi essa a imagem que passou na cerimónia de abertura. O momento terminou com um palco cheio, em que a presença de mulheres era mínima, pelo que o evento foi alvo de várias críticas. Na quinta-feira, Paddy Cosgrave ainda tentou limpar a imagem do evento: chamou todas as mulheres que estavam na Altice Arena para tirar uma foto. O palco foi pequeno para tanta gente.

A cerimónia de abertura terminou com o palco cheio… de homens. A organização foi criticada por isso. Web Summit/Flickr Na quinta-feira, as mulheres foram chamadas ao palco para uma fotografia. Web Summit/Flickr 🔥 A polémica

Chuva de criptomoedas grátis teimou em cair

O cofundador da Blockchain, uma das maiores carteiras online de criptomoedas, disse no Web Summit que ia doar 25 dólares em moeda virtual a cada participante do evento. O código exclusivo de cada participante chegou por e-mail, onde a organização do evento anunciava “criptomoedas grátis” para todos. Mas, durante meia hora, foi aumentando a perceção de que tudo não passaria de uma triste manobra de marketing: quem tentava reclamar o prémio, recebia uma mensagem de erro em troca.

Algum tempo depois do anúncio, que ficou marcado por tweets publicados e apagados pelo Web Summit, a Blockchain assumiu o erro e disse que o problema estava resolvido. Os códigos passaram a poder ser usados e os participantes lá foram reclamando o dinheiro grátis que estava a ser oferecido. O ECO contou a polémica aqui. (Ainda assim, até hoje, ninguém recebeu as moedas. Os participantes estão todos em fila de espera).

Peter Smith, cofundador da carteira de criptomoedas Blockchain. Web Summit/Flickr 💰 O investimento

A empresa promotora do Web Summit provou que uma conferência pode ser um bom negócio. E aproveitou esta edição para lançar o fundo Amaranthine, que conta com 50 milhões de dólares para investir em startups. O fundo vai ser gerido por um ex-gestor do banco Goldman Sachs e pretende apoiar as startups “nos outros 362 dias” do ano.

9
1