www.dinheirovivo.ptdinheirovivo.pt - 10 nov 17:33

Aprender a mudar e a inovar

Aprender a mudar e a inovar

Graças a coisas como as redes sociais e a tecnologia mobile, as nossas vidas mudaram muito nos últimos dez anos e, provavelmente, isto foi só o início

No país que acabou de receber a maior cimeira de inovação e tecnologia há caixas multibanco a mais. Quem o diz é a CEO da SIBS, Madalena Cascais Tomé, na entrevista desta semana ao Dinheiro Vivo e à TSF. Portugal é dos países que mais caixas multibanco têm espalhadas pelas ruas, mas os sinais dos tempos levam a que sejam menos necessárias, já que as fintech e os bancos online criam cada vez mais soluções para tudo o que é operação bancária. A própria SIBS tem criado novas soluções e procura até a internacionalização, num exemplo de uma empresa que procura manter-se na liderança da inovação e da tecnologia no melhor espírito Web Summit.

A cimeira fundada pelo irlandês Paddy Cosgrave terminou nesta semana a sua terceira edição em Portugal, mas não falou só de gadgets, tecnologia e startups. Os mais de 1200 oradores, 1500 investidores e 2600 jornalistas debateram temas como sustentabilidade, democracia, privacidade, informação e fake news, automação e inteligência artificial. Porque a inovação e a tecnologia acabam por mexer com tudo isto, até porque, num mundo cada vez mais tecnológico, não nos podemos esquecer de que mais de metade da população mundial ainda não tem acesso à internet.

. Com a entrada em força da indústria 4.0, da digitalização e de novas soluções tecnológicas, muito mais vai mudar, desde os empregos à mobilidade e até o cibercrime. Temas que antecipamos nesta edição, para os próximos dez anos em que a Web Summit se vai realizar em Portugal, temas que nos mostram que há um novo mundo económico e social a ser criado e que esta é a altura para aprendermos a lidar com ele. E os números mostram que há apetência para esta aprendizagem: nesta semana, nos corredores da FIL andou-se um milhão de quilómetros; foram quase 70 mil pessoas de 159 países; beberam-se 364 mil cafés, debateu-se em 24 palcos e houve mais de 550 mil entrevistas entre investidores, fazedores e jornalistas.

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