observador.ptobservador.pt - 10 nov 23:09

É oficial: vai haver recontagem de votos na Flórida

É oficial: vai haver recontagem de votos na Flórida

Os candidatos republicanos a Senador e Governador da Flórida lideravam com menos de 0,5% de diferença face aos democratas, segundo resultados ainda por oficializar. Quarta-feira há resultados.

Desde o dia das eleições intercalares dos Estados Unidos da América que o resultado da votação na Flórida parecia tão renhido que se suspeitava de que viesse a ser feita uma recontagem de votos. Essa suspeita foi confirmada este sábado: foi iniciada uma recontagem dos votos dos residentes neste estado para o Senado norte-americano, para o cargo de Governador da Flórida e para a comissão de agricultura local.

Ron DeSantis é o candidato republicano a governador da Flórida e Andrew Gillum é o candidato democrata. Rick Scott, o atual governador do estado, é candidato a senador pelo Partido Republicano, disputando a eleição com o democrata Bill Nelson.

Os candidatos republicanos terão sido mais votados, segundo os resultados já contabilizados mas ainda não oficializados, mas por curta margem: no Senado, Rick Scott terá tido mais 12.500 votos, apenas 0,15%, do que Bill Nelson, enquanto para Governador do Estado Ron DeSantis terá tido uma vantagem de 34 mil votos — 0,41% — para Andrew Gillum.

As leis do estado da Flórida preveem uma recontagem em qualquer eleição na qual a margem de vitória seja inferior a 0,5%, o que acontecia quer para a eleição do Senador, quer para a eleição do Governador, quer para a comissão de agricultura. A recontagem não se poderá prolongar para lá das 15h (10h de Portugal continental) da próxima quarta-feira, dia 15 de novembro.

A direção de campanha do candidato democrata a Governador Bill Nelson emitiu uma declaração onde explicava a necessidade de voltar a contar os votos: “O motivo para este processo é só um: garantir que cada voto legal é contado e proteger o direito de todos os cidadãos da Flórida em participar na nossa democracia. Desde terça-feira [6 de novembro] a margem baixou de perto de 60 mil votos de diferença para cerca de 12.500. Temos todas as expectativas de que esta recontagem seja completa e justa e continuaremos a agir no sentido de assegurar que todos os votos são contados sem interferências ou esforços para minar o processo democrático. Acreditamos que quando todos os votos legais forem contados venceremos esta eleição”.

Antes, o porta-voz do oponente de Bill Nelson, o republicano Rick Scott, tinha afastado qualquer necessidade de recontagem de votos. Chris Hartline afirmou: “É altura do senador Nelson aceitar a realidade e poupar ao estado da Flórida o tempo, a despesa e a discórdia que acarretam uma recontagem.” Já Rick Scott pediu a todos os xerifes da Flórida que vigiem com cuidado a recontagem de votos nas suas zonas de jurisdição e afirmou: “Desde a eleição que todos os dias os ativistas de extrema-esquerda em Broward County aparecem com mais e mais votos vindos ninguém sabe de onde. Todos sabemos o que se está a passar, todas as pessoas da Flórida sabem exatamente o que está a acontecer. O objetivo deles é continuar misteriosamente a encontrar mais votos até que a eleição tome o rumo que eles querem”.

Não será permitido a nenhum grupo rasca de ativistas liberais ou advogados de Washington D.C. roubar esta eleição dos votantes deste grande estado”, disse ainda o candidato republicano, pedindo uma investigação da justiça a uma eventual fraude eleitoral que suspeita estar em curso.

Andrew Gillum, candidato democrata ao cargo de Governo que já tinha feito um discurso de concessão da derrota, disse aos jornalistas: “Estou a substituir as minhas palavras de concessão do resultado com um pedido descomprometido e sem remorsos para que contemos todos os votos.”

O presidente norte-americano Donald Trump já comentou a polémica no Twitter. “[Estão a] tentar ROUBAR duas grandes eleições na Flórida. Estamos a acompanhar de perto!”, escreveu.

No estado do Arizona, ainda não há certezas sobre os resultados eleitorais.

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