observador.ptobservador.pt - 13 out 10:04

Até quem mais vende na Europa sofre com o WLTP

Até quem mais vende na Europa sofre com o WLTP

A VW continua a ser a maior marca europeia e lidera o maior grupo do mundo, mas teve em Setembro o pior mês do ano. As vendas caíram 18,3% e tudo porque não tinha carros para vender. A culpa? Do WLTP.

A Volkswagen transaccionou 485.000 veículos em Setembro, uma excelente prestação para qualquer fabricante, mas não para a marca alemã, que lidera o mercado europeu. Comparado com as vendas do ano anterior, a Volkswagen caiu 18,3%, uma novidade (ainda que negativa) para um construtor que não pára de ver as vendas crescerem.

Mas o fabricante germânico não está sozinho nesta brutal quebra de vendas, uma vez que Setembro foi padrasto para a maioria dos fabricantes. A explicação oficial – e verdadeira – remete para a dificuldade em homologar os modelos segundo a nova e mais restritiva norma de determinar os consumos e emissões WLTP, a tempo de começar a vendê-los no dia 1 de Setembro. Tudo porque não só o processo é mais complexo, como as marcas têm de homologar em cada modelo tudo o que pode interferir no consumo, do motor à caixa de velocidades (o que já acontecia antes), mas igualmente a medida dos pneus que utiliza, o equipamento que possui de série (pois isso implica mais peso, logo mais consumo) e até tudo o que altera a aerodinâmica, apêndices, alargamentos e altura ao solo.

No acumulado do ano, a Volkswagen já entregou 4.622.900 veículos, o que ainda representa mais 2,9% do que no ano anterior. Mas o fabricante está mais confiante para o mês de Outubro e seguintes, pois segundo o administrador com a área das vendas, Jürgen Stackmann, a marca já homologou de acordo o WLTP todas as versões de grande volume dos seus 14 modelos. O que os leva antever o regresso ao crescimento que têm conhecido até aqui.

Enquanto Grupo Volkswagen, considerando todas as marcas que o integram, os alemães colocaram no mercado 827.700 veículos em Setembro, uma queda de 18,1% face ao mesmo período do ano anterior. Uma diminuição muito importante, mas nada que se compare com a queda das vendas verificada em toda a Europa, que em média atingiu 41,5%.

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