expresso.sapo.ptexpresso.sapo.pt - 13 out 22:24

Presidente do IPMA admite que trajetória da tempestade Leslie pode mudar outra vez

Presidente do IPMA admite que trajetória da tempestade Leslie pode mudar outra vez

Miguel Miranda recordou na RTP3 que as previsões iniciais apontavam para que a tempestade entrasse em Portugal Continental através do Algarve, mas a sua trajetória errática foi mudando progressivamente

A trajetória do furacão Leslie, agora transformado em depressão pós-tropical, pode mudar outra vez, admitiu este sábado à noite na RTP3 o presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Miguel Miranda recordou que as previsões iniciais apontavam para que a tempestade entrasse em Portugal Continental através do Algarve, mas a sua trajetória errática foi mudando progressivamente para norte, de modo a entrar numa faixa entre Setúbal e o Porto.

O presidente do IPMA admitiu que neste momento o Leslie "é um fenómeno bastante pequeno do ponto de vista geométrico, ou seja, não é comparável a um dos grandes furacões que costumam atingir os EUA". E acrescentou que "os seus efeitos devem desaparecer em cerca de três horas" depois de entrar no território do Continente.

Miguel Miranda esclareceu também que "é uma tempestade de vento e não de chuva, porque um precipitação prevista de 60 milímetros em seis horas não é excecional". E observou que a máxima rajada de que se tem falado, que poderá chegar ao máximo histórico de 190 km/hora em Portugal, "não corresponde ao centro da tempestade mas estará na sua zona periférica".

O Leslie está a entrar na zona de Peniche/Figueira da Foz e depois rumará para norte, em direção a Trás-os Montes e a Espanha, onde se dissipará. Para já, Peniche é a zona mais atingida e Miguel Miranda admite que "vai ser uma noite complicada", onde existem "dois fenómenos conjugados: uma frente fria de chuva a norte e uma tempestade tropical".

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