www.dinheirovivo.ptdinheirovivo.pt - 16 set 17:35

Saydo, a nova marca da Moveon após o fim da Aerosoles

Saydo, a nova marca da Moveon após o fim da Aerosoles

A Moveon é uma das empresas portuguesas presentes na Micam, a maior feira de calçado do mundo que decorre, em Milão, até 19 de setembro.

A falência do Aerogroup International, nos Estados Unidos, ditou o fim da licença de 30 anos que a Moveon tinha para a comercialização da marca Aerosoles na Europa, Índia e África do Sul e obrigou a empresa de Esmoriz a fechar a fábrica e as lojas em Portugal e Espanha. A solução foi desenvolver uma nova marca, a Saydo, que a Moveon está, agora, a apresentar na Micam, a maior feira de calçado do mundo que decorre, em Milão, até 19 de setembro.

Recém-criada, a marca tem já representantes e distribuidores em praticamente todos os mercados em que a Moveon operava a insígnia Aerosoles. “A equipa de desenvolvimento de produto e comercial é a mesma e 95% dos parceiros são os mesmos”, diz Fernando Brogueira, CEO da Moveon, reconhecendo que isso tem ajudado à implantação do novo projeto. “Nunca é uma boa altura para começar de novo e esta, em particular, é uma má altura porque a oferta é maior do que a procura e todos os mercados, em geral, estão difíceis, mas o facto de sermos conhecidos e reconhecidos pelos parceiros comerciais ajuda”, acrescenta.

A Saydo conta, assim, já com representantes ou distribuidores na Austrália, na África do Sul e no Médio Oriente, onde foi estabelecida uma parceria com uma cadeia de lojas para a criação de uma marca conjunta. Na Europa está já estabelecida nos países mais a sul, de Espanha à Turquia, estando, ainda, a tentar estabelecer parcerias com cadeias de lojas nos mercados mais a norte. “A reação tem sido muito positiva”, destaca Fernando Brogueira, sublinhando que o facto de a Saydo ser produzida com solas injetadas de E.V.A lhes confere “uma enorme leveza”. Em média 40% mais leve do que um sapato tradicional de conforto.

Quanto a vendas, o objetivo é encerrar o primeiro ano com uma faturação de oito milhões de euros, “já não será muito mau para o primeiro ano da marca”, sublinha. Mais importante, ainda, a meta é chegar ao fim do primeiro exercício, a 31 de março de 2019, com as contas equilibradas.

Quanto ao Aerogroup e à licença da Aerosoles, Fernando Brogueira admite que está, ainda, em estudo se a Moveon, através do seu acionista, o grupo Tata, avança ou não para tribunal para ser ressarcido do incumprimento do contrato de 30 anos. “O contrato foi incumprido, decorridos que estavam cinco anos, e não foi por culpa nossa”, diz. Um incumprimento que obrigou ao despedimento de cerca de 70 pessoas e a venda das instalações fabris em Esmoriz. A produção da Saydo é hoje assegurada pela pequena linha de produção de amostras que a Moveon tem nas novas instalações, em Ovar, por abastecimentos a partir da casa-mãe, na Índia, e por subcontratações a outras empresas industriais em Portugal, sempre que tal se justifica.

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