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O revivalismo do Punk e Rock portugueses n’O Sol da Caparica 2018

O revivalismo do Punk e Rock portugueses n’O Sol da Caparica 2018

O Sol da Caparica celebra a música portuguesa de várias formas, com músicas de ontem e de hoje, assim como várias formas de artes - dança, animação, poesia, por exemplo - e traz ao palco ,40 anos após o lançamento não oficial do punk em Portugal, os Peste & Sida. Também António Ribeiro dos UHF celebra os 40 anos de música da banda dos "Cavalos de Corrida". A ver de 16 a 19 na Costa da Caparica.
40 anos após a chegada não oficial do punk a Portugal pela mão de António Sérgio, que fazia a sua divulgação através da rádio e também/sobretudo com lançamento da censurada compilação “New Wave ‘77”, reencontramos (felizmente) n’ O Sol da Caparica 2018 o punk e o rock portugueses à antiga.

O festival de música da Caparica acontece de 16 a 19 de agosto e é rico em celebrações, o que não significa forçosamente grandes movimentações para o punk e rock nacionais - mesmo se sempre houve novas bandas fortemente influenciadas por aqueles, que, como os Peste & Sida, se tornaram clássicos para várias gerações.
São mesmo os “Peste” que marcam presença no dia de abertura d’O Sol da Caparica e prometem trazer ao palco "Gingão", "Carraspana", "Paulinha", "Furo na Cabeça", "Sol da Caparica" e “Família em Stress", por exemplo. “Este será um concerto especial à semelhança do que há três anos assinaram aquando das reedições dos clássicos "Veneno" (86), "Portem-se Bem!" (89) e "Peste & Sida é que é!" (90)”, revela o músico João San Payo. "O João Pedro Almendra, o primeiro e o mais carismático vocalista de sempre que passou pelos Peste & Sida, o Orlando Cohen e o Fernando Raposo, respetivamente guitarrista e baterista da primeira formação serão nossos convidados", prossegue. "Teremos grande parte do alinhamento com duas baterias a bombar em simultâneo, três guitarras a arranhar e quatro vozes a berrar", antecipa San Payo. "Estas vozes", continua, “serão reforçadas pelo coro das "Cotonetes", as freirinhas Iolanda Baptista e Suzie Peterson que nos acompanharam na
tour do "Portem-se Bem!", acrescenta.











Zé Pedro dos Xutos, um sorvedor de influências, u m pesquisador inquieto, alguém que contata com o movimento punk fora de Portugal nos anos 1970, por força da ordem natural da vida, não está, mas os Xutos & P ontapés, tocados pelo punk no início de carreira, estão representados. Tim é convidado de António Ribeiro, dos UHF, que também celebram 40 anos de música com os temas “Cavalos de Corrida” e a “A Minha Geração”, obrigatórios de um concerto que conta ainda com Renato Gomes, membro fundador dos UHF. João Cabeleira, guitarrista solista dos Xutos & Pontapés, é convidado de Frankie Chavez, para celebrar o rock português. Juntando-se a outro guitarrista português, Fast Eddie Nelson, e a Peixe, dos Ornatos Violeta. Neste concerto haverá oportunidade de ouvir alguns temas em que Frankie e Peixe andam a trabalhar já há algum tempo.
Duas homenagens, fora do âmbito do punk e do rock, uma primeira a Zeca Afonso, figura preponderante da música popular portuguesa, feita por Mariza Liz no concerto de Amor Electro. N’O Sol da Caparica, a banda apresenta o novo disco, que inclui uma cover do cantor e compositor, e revisita álbuns anteriores dos Amor Electro. A cantora cabo-verdiana Cesária Évora é a segunda figura glorificada neste Festival da Caparica.
O Sol da Caparica tem na respetiva programação a música de ontem de hoje, mas também vários tipos de artes, desde a dança ao cinema de animação, passando pela poesia e literatura, por exemplo. Para esta edição foi lançado um desafio ao artista plástico Bordalo II, pela organização do Festival e pela Câmara Municipal de Almada. Bordallo II criará uma baleia de cerca de seis metros, feita de materiais obsoletos, recolhidos maioritariamente na Costa da Caparica. “A peça levará cinco dias a concluir e será transportada por secções para posterior montagem no local do recinto”, explica o artista em comunicado. “A baleia procura transmitir uma mensagem de contornos ecológicos, de acordo com a mensagem de um festival que procura difundir uma ideia de harmonia com a natureza, sobretudo com o oceano de quem é vizinho”, refere a organização. A baleia de Bordalo II segue depois para outro local a determinar pela CMA.

De acordo com Inês Medeiros, Presidente da Câmara de Almada, “a Costa será de futuro um centro de desportos de natureza e um exemplo de sustentabilidade ecológica, ambos enquadrados por uma cidade e um município que vivem um renovado otimismo e uma dinâmica notável”. “O Sol da Caparica volta a exprimir as muitas declinações da língua portuguesa e conjuga todos os tempos e ritmos da mescla cultural que somos como País e de que Almada é uma montra perfeita”, conclui a Presidente.  
 

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