www.jn.ptjn.pt - 12 ago 11:19

Quando as redes tramam a política

Quando as redes tramam a política

Foi em 2008 que Barack Obama trouxe verdadeiramente as redes sociais para a política. Esta abordagem à campanha eleitoral aproximou os jovens da discussão e abriu um novo mundo de oportunidades na comunicação politica.

Em Portugal, só há poucos anos é que as instituições públicas começaram a comunicar através das redes sociais. Há bons casos, como o que acontece, por exemplo, com a PSP.

A polícia utiliza o Facebook para mostrar o trabalho dos agentes e em casos de alerta assume-se como um bom canal para informar os cidadãos. Muitas das publicações feitas na conta da PSP primam pelo humor. É uma boa estratégia, uma vez que é o público jovem quem mais usa estas redes.

Nas últimas semanas, duas publicações tomaram a internet de assalto e rapidamente se tornaram virais. Mas não pelas melhores razões. O Ministério da Saúde utilizou o caso dos jovens tailandeses presos numa gruta para promover uma app. O tema era atual, a publicação foi feita com graça, mas houve um ingrediente que não foi bem pensado. A emoção. O caso foi amplamente acompanhado em Portugal e o post do Ministério recebeu muitas críticas até que foi apagado.

Já esta semana, foi António Costa quem se tornou num "trending topic". Num "tweet" elaborado, o primeiro-ministro quis passar a ideia de que mesmo longe estava a acompanhar os fogos. A ideia até que era boa. A informalidade e a aproximação do público estavam lá. Mas, tal como no anterior exemplo, faltou pensar numa coisa. É que nas redes sociais as hierarquias não são tão vincadas e a cada recetor pode ser um emissor e, assim, nascem os memes.

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