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Putin assina acordo sobre partilha de um mar rico em petróleo e caviar

Putin assina acordo sobre partilha de um mar rico em petróleo e caviar

As águas do mar Cáspio estão a subir de nível. Este domingo, cinco países chegaram finalmente a acordo para decidir a partilha e a regulação das atividades neste mar que fica numa região rica em petróleo e esturjão. As negociações foram duras e duraram mais de duas décadas

Rússia, Azerbaijão, Irão, Cazaquistão e Turquemenistão, assinaram este domingo um acordo jurídico sobre os estatutos que vão regular as águas do Mar Cáspio que banha estes cinco países.

Esta convenção assinada na cidade cazaquistanesa de Aktau, marca a delimitação territorial e regule as atividades na zona, põe fim a 22 anos de negociações. A partir de agora há uma base para definir quais são as atividades possíveis nas diferentes zonas do Mar Cáspio, bem como matérias mais específicas como a “delimitação territorial, a navegação, a preservação, o meio ambiente e a segurança”, diz a agência Lusa.

As negociações começaram depois da queda da União Soviética e o acordo foi assinado pelo Presidente russo Vladimir Putin e pelos seus homólogos Ilham Aliyev (Azerbaijão), Hassan Rohani (Irão), Nursultan Nazarbaev (Cazaquistão), e Gubanguli Berdimujamedov (Turquemenistão).

As águas do maior mar interior do mundo são salgadas. O Cáspio tem 1200 km de comprimento, 450 km de largura, e uma profundidade média é de 180m. O Cáspio é rico em esturjão, e as suas ovas dão origem a um dos caviares mais apreciados do mundo.

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