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Dólar regressa aos ganhos em semana negativa para a bolsa espanhola

Dólar regressa aos ganhos em semana negativa para a bolsa espanhola

As bolsas do Velho Continente recuperaram generalizadamente terreno esta semana, com excepção da praça madrilena.

A bolsa nacional avançou 0,35% esta semana, elevando para 4,29% o ganho desde o início do ano.

As cotadas com melhor performance no PSI-20 foram a F. Ramada e a Altri. O pior desempenho da semana foi para a EDP Renováveis.

As restantes bolsas europeias negociaram também, generalizadamente, em alta, perante a diminuição de alguns receios em torno da guerra comercial, se bem que esse sentimento não se tenha estendido a Espanha.

Praça a praça, o britânico FTSE liderou os ganhos do Velho Continente, seguido pelo alemão DAX, sendo que a melhor performance geral coube ao índice de referência Stoxx 600.

O único índice que não conseguiu um saldo semanal positivo foi o madrileno Ibex-35, que cedeu 1,76%.

Entre as cotadas europeias que mais se destacaram pelo lado positivo esteve a seguradora britânica Old Mutual.

Nos EUA, os principais índices tiveram uma performance positiva no acumulado da semana, com a CA a sustentar o S&P 500, animada pelos relatos de que foi alvo de uma oferta de compra por parte da Broadcom.

Já no mercado cambial, o dólar regressou aos ganhos face ao euro, depois de três semanas consecutivas no vermelho.

Nas matérias-primas, o destaque, pela negativa, vai para as perdas do petrólo, numa semana em que vários factores pressionaram o "ouro negro".

Bolsa madrilena no vermelho em contraciclo com a maioria O índice de referência Ibex-35 perdeu 1,76% no acumulado da semana, quando as restantes bolsas da Europa Continental conseguiram ganhos agregados. A bolsa madrilena teve a ser penalizada pela incerteza em torno da guerra comercial e, apesar de o índice ter chegado a atingir os 9.900 pontos, acabou por sofrer uma correcção que o colocou nos 9.700 pontos. PSI-20 sobe 0,35% na semana O índice de referência nacional somou 0,35% no cômputo da semana, elevando para 4,29% a sua subida no acumulado do ano. A praça lisboeta foi sustentada sobretudo pela Altri, com a cotada do papel a atingir máximos históricos. A travar maiores ganhos estiveram a EDP Renováveis e a Mota-Engil. F. Ramada lidera subidas na praça lisboeta A F. Ramada valorizou 12,22% na semana, tendo avançado mais de 6% só na sexta-feira. Seguiram-se, nas melhores performances, a Altri e a Pharol. Já o pior desempenho entre segunda e sexta-feira coube à EDP Renováveis, que recuou 1,87%. Também a Mota-Engil cedeu mais de 1% no cômputo da semana. Old Mutual impulsiona desempenho do Stoxx600 A seguradora britânica Old Mutual foi a cotada que mais sustentou esta semana o índice de referência europeu Stoxx600, ao somar 23,87%, seguida da francesa SES SA, que opera no ramo das comunicações. O Stoxx600 ganhou, no cômputo dos cinco dias, 0,72%. CA anima S&P 500 A norte-americana CA, que fornece soluções e software de gestão de tecnologias de informação, avançou 19,94% esta semana, tendo sido a cotada do Standard & Poor’s 500 que mais subiu, contribuindo para o ganho agregado de 1,60% do índice. Na quinta-feira, a cotada atingiu mesmo um máximo de 18 anos, impulsionada por relatos de que a Broadcom terá acordado comprar a empresa por 18,9 mil milhões de dólares. Dólar impulsionado por optimismo da Fed O dólar valorizou face ao euro, depois de três semanas consecutivas a perder terreno. A nota verde beneficiou sobretudo dos comentários positivos do presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, que disse que a economia norte-americana está em boa forma. Tensões comerciais e Líbia pressionam petróleo O petróleo perdeu terreno pela terceira sessão consecutiva, com a matéria-prima a continuar a ser penalizada por vários factores, como as tarifas impostas pelos Estados Unidos à China e a reabertura de portos líbios, o que deverá contribuir para aumentar as exportações petrolíferas deste país. Na semana, o Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para a Europa, recuou 2,50%. Juros caem em período de acalmia A ausência de notícias que pressionem ou impulsionem o mercado de obrigações levou esta semana a descidas não muito acentuadas nos juros europeus a 10 anos, com excepção das “yields” das bunds alemãs. A taxa implícita na dívida portuguesa a 10 anos foi reduzida em 6,8 pontos base para 1,736%.
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