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Espanha. Verão azul na costa da eterna Primavera

Espanha. Verão azul na costa da eterna Primavera

São quilómetros e quilómetros de praias, lugares agitados, de dia e de noite, outros muito mais serenos, silenciosos, como se pertencessem a um mundo distinto, com uma atmosfera relaxante, mar e montanha tão próximos. Um número infinito de opções, p

Para o imperador Augusto, Tarraco, onde fixou residência nos anos 26-25 a.C., era a cidade da eterna Primavera. Partindo dela, da actual Tarragona, em tempos capital do Império, descobrem-se, para norte e para sul, alguns dos mais belos lugares da Costa Dourada, destas terras onde o sol nunca se cansa de brilhar, com uma luz tão singular, dourando areia e mar. Em algumas, como Salou e Calafell, o turismo de massas está instalado e continua a atrair, todos os anos, famílias de todo o mundo; noutras, a resistência foi mais eficaz, como acontece por exemplo na serena Altafulla, onde as suas ruas, becos e praças nos remetem para uma época medieval; noutras ainda, é o silêncio que marca o ritmo da vida, com o mar e a montanha numa feliz convivência.

Calafell

Aninhada entre edifícios sem qualquer beleza estética que correm ao longo do passeio marítimo de Sant Joan de Déu, projecta-se uma casa de dois andares, pintada de branco, com as suas portas e janelas de um azul intenso e uma varanda em madeira que se debruça sobre a rua a esta hora ainda calma. É a casa de Carlos Barral (1928-1989), uma das raras sobreviventes das antigas cabanas de pescadores e hoje transformada num museu que presta o seu tributo a um dos escritores e editores mais importantes do início da segunda metade do século passado, tão fortemente marcado pela censura.

Político, navegador e fumador empedernido, Carlos Barral passou o último fim-de-semana da sua vida em Calafell (antes de ser hospitalizado em Barcelona), a vila costeira onde viveu uma infância feliz e, anos mais tarde, numa inquietação permanente, prevendo já até onde poderia chegar a ambição dos construtores civis.

Os cafés e os restaurantes com vista para o mar começam a abrir as suas portas quando algumas nuvens inofensivas decoram o céu. Planto os olhos na porta azul da antiga botiga de pescadores e imagino Carlos Barral a preencher a moldura para receber Italo Calvino, Mario Vargas Llosa, Octavio Paz, Juan Marsé ou Gabriel García Márquez.

PÚBLICO - Foto Castelo de Tamarit

Sinto-me transportado para o passado e mais ainda, a poucos metros de distância, mesmo em cima da praia que se estende ao longo de cinco quilómetros, para um lado e para o outro, quando sou acolhido pelo emblemático Pes, o edifício da antiga confraria de pescadores onde nos dias de hoje funciona o centro de interpretação da Calafell tão associada à pesca, procurando manter vivo o legado da praia “com mais madeira” de todo o litoral catalão, como a descreveu Carlos Barral.  

Viro as costas ao mar e às areias agora órfãs de embarcações e, com tempo, vou descobrindo a cidadela ibérica, onde 20 anos de escavações arqueológicas permitiram reproduzir o aspecto das suas muralhas, das suas ruas e das suas casas entre os séculos VI e I a.C., um testemunho de como já eram desejadas estas terras em tempos tão remotos. Mais para lá, depois de passar por um conjunto de ruas estreitas, está o castelo da Santa Creu, dominando uma colina que há mil anos perscruta o crescimento de Calafell.

Ao fundo, perdendo-se no horizonte, o mar e, sobre as areias, um barco pintado de azul e branco. É um bote salva-vidas, recuperado para a navegação em 1989 (ano da morte de Carlos Barral), uma embarcação singular — por mais voltas que dê, regressa sempre à sua posição original.

Altafulla

Mais de mil quilómetros haviam ficado para trás quando me sentei, exausto, já a noite se insinuava, na esplanada do restaurante onde estavam acomodados, sob tantas estrelas, dois ou três casais franceses. Os meus olhos percorreram a lista mas não foram além das entradas, detidos com o espanto de alguém que é preso sem ter cometido um crime.

PÚBLICO - Foto Casa de Carlos Barral

- Desculpe mas já não há. Os clientes gostam tanto que logo esgota.

Aceitei a sugestão de Emília Pinto, comi um estufado e esqueci o caldo verde.

A senhora, tendo vivido vários anos na Suíça e casada com um espanhol natural da Extremadura, era (e é) de Resende, a poucos quilómetros do lugar onde iniciara a minha viagem que parecia interminável até desaguar neste recanto da Costa Dourada.

Cansado de tanto cansaço, apenas desejava descansar para descobrir, mal a manhã despontasse, aquele que é um dos povos próximos do mar mais bem preservados desta faixa costeira. Um novo dia trouxe com ele nuvens cinzentas que uma brisa com alguma expressão tratou de afastar para desvendar um céu de um azul sem mácula e sob o qual se exibiam, naquela manhã nada hostil, ruas silenciosas, calçadas por vezes íngremes e tão decoradas por buganvílias que pareciam sentir-se gratas pelo clima benigno, característico desta costa que o sol quase nunca abandona — são mais de 300 dias, em média, por ano.

A essa hora, ainda madrugadora para alguns espíritos em férias, já conduzira os meus passos através de uma porta que não tardaria muito me haveria de levar, sentindo a minha respiração ofegante, até ao castelo-palácio, um dos mais bem conservados em toda a zona. O silêncio domina e exacerba-se quando me assomo, àquela hora, de uma luz tão pura, à Vila Closa, um conjunto medieval encarcerado pelos restos da antiga muralha, onde me detenho na Placeta, a mais pequena das praças deste conjunto histórico.

Altafulla é, entre todos os lugares da Costa Dourada que visitei, aquele que, pela sua atmosfera relaxante, mais me cativa.

Quando, após uma errância serena pela suas ruas (especialmente pela Calle del Forn, onde em tempos existiu um forno a lenha para cozer o pão) e vielas, pelas suas escadas onde nada mais encontro do que gatos sonolentos ora recortados por pátios sedutores, ora moldados entre portas e janelas, com flores viçosas a preencher o quadro, quando, finalmente, alcanço o mar com os olhos antes que os pés e logo depois todo o corpo o agitem, também me sinto feliz; até que entro, agora escutando esse mar tão meigo e cálido e gozando com os aromas que dele me chegam, na história que emerge da Rua das Botigas del Mar, essas barracas onde, em tempos de antanho, comerciantes e pescadores acolhiam os seus produtos e utensílios de pesca para não terem que os transportar, ao fim de um dia muito mais cansativo do que eu tivera na véspera, até às suas casas, situadas no cume da aldeia.

A vida era distinta, mais difícil, neste bairro de pescadores erguido no século XVIII, muitos anos mais tarde transformado (no início do século passado) numa zona de vivendas que ganhou ainda mais encanto em 1994, ano em que um passeio marítimo começou a atrair ainda mais turistas, em menor número, a esta hora, quando regresso ao centro histórico, aos becos silenciosos, à Plaza del Pou, onde desponta o bonito edifício que abriga o Ayuntamiento e algumas casas senhoriais para onde os olhos tombam de imediato e, mais para lá, o monumento às torres humanas, também conhecido por castells — é possível assistir ao espectáculo, todos os anos, a 11 de Novembro.

Tamarit

Maria Emília lançara-me o desafio:

- Se tiveres tempo, não percas o castelo de Tamarit, é tão bonito. E a Punta de la Móra. Tem atenção à maré mas é possível caminhar entre os dois lugares.

Continuava a ter tempo e o clima funcionava como uma muleta para a minha errância. Estacionei o carro, às primeiras horas da manhã, cruzando-me com grupos de crianças que, acompanhados dos seus monitores, semelhavam uma felicidade ainda maior do que a minha. Na praia, os jovens viviam as suas vidas, numa outra felicidade que parecia ainda mais eterna e, para norte, projectava-se o bonito castelo atingido pelos raios tépidos do sol e recortando-se contra um céu de um azul intenso.

Um pouco mais a norte, vi, envolto numa onda de serenidade, o rio Gaià cheio de pressa na sua caminhada para o mar, como alguém que na sua ansiedade eufórica desejava fixar os olhos na fortaleza edificada no século XI e mais tarde reconstruída pelo pintor Ramón Casas a pedido do mecenas norte-americano Charles Deering, um e outro longe de imaginar que Tamarit, com tantos anos de história, se haveria de revelar num palco sonhado por tantos casais desejosos de contrair matrimónio.

PÚBLICO - Foto A Costa Dourada, com um mar de águas pouco profundas, é muito procurada por famílias

A água, de um azul-turquesa, banha o castelo, cenário também eleito por tantos realizadores cinematográficos e onde, por esta altura do ano, uma ou outra árvore quebra a monotonia das suas cores; para norte, a vegetação, mais luxuriante, atira-se sobre as areias finas onde o sol incide com uma violência inusitada, prometendo um Verão sem contemplações para os turistas.

Em Tamarit, como um pouco por todo o lado ao longo da Costa Dourada, a simbiose entre praias e pedras de um tempo tão distante roça a perfeição, brotando magia para todas as idades e todos os gostos.

Punta de la Móra

Há quase 60 anos que Caridad Barraqué se apaixonou por estas paisagens, deste verde que beija o azul do mar. Era a marquesa de Bárcena, proprietária do bosque da Marquesa, que se cruzava no caminho de todos aqueles que, iniciando o seu trajecto na Punta de la Móra, acediam, mais cedo ou mais tarde, à Cala de la Roca Plana e, logo a seguir, à Cala Fonda, vulgarmente conhecida por playa Waikiki. A marquesa, prevendo o futuro que Carlos Barral também diagnosticara para a zona costeira de Calafell, vendo pulular os subúrbios, impôs a sua vontade perante os interesses e a pressão da especulação imobiliária.

Ao recusar-se a vender, a marquesa estava a dar um importante passo para preservar aquele que é hoje um espaço natural protegido, um património natural e ecológico de grande importância e por onde é tão agradável caminhar, em silêncio, escutando o murmúrio do mar, a despeito de se encontrar apenas a dez quilómetros (para norte) do centro urbano de Tarragona. Uma das opções passa por deixar o carro no parque da praia Larga e iniciar o percurso a pé que logo depois revela um bonito bosque e, por aqui e por ali, pequenos trilhos que conduzem à antiga torre de la Mora ao longo de um ecossistema frágil (com inúmeras plantas protegidas). A pouco e a pouco, a paisagem começa a mudar, com  terrenos mais áridos, pinheiros e mais pinheiros, bem como arbustos autóctones que melhor se adaptam ao solo mais pobre. 

E o mar, como um bálsamo para o espírito, está sempre à vista.

Port Aventura

Parque mais visitado de Espanha, com áreas dedicadas a diferentes temáticas do mundo, como a Polinésia, o México, a China, o Far West e o Mediterrâneo, Port Aventura foi inaugurado no primeiro dia de Maio de 1995 mas apenas começou a ter algum sucesso já no início deste século. Em 2017, com a criação da Ferrari Land, Port Aventura registou uma afluência de 4, 7 milhões de visitantes (quase 20% mais face ao ano anterior), um número impressionante que deverá ser superado este ano — são esperados cinco milhões.

PÚBLICO - Foto Cambrils, destino gastronómico por excelência, é também uma das vilas mais sedutoras para os desportistas

O Port Aventura, com preços que variam consoante o número de dias e de parques que pretende visitar (www.portaventuraworld.com), é do agrado dos adultos e das crianças mas foi a pensar nestas — e no incremento no número de entradas — que foram inauguradas, no passado dia 20 de Abril, cinco novas atracções na Ferrari Land, como a Junior Red Force, uma miniatura da Red Force, considerada a mais alta e mais rápida montanha-russa da Europa, a Kids Tower e a Crazy Pistons, inspiradas em pistões de um motor da marca italiana, bem como a Champions Race (para experimentar a sensação de conduzir um Ferrari Testarossa 250) e a Flying Race (para despertar o interesse em jovens pilotos).

Salou

Mais ou menos um ano após a morte de Carlos Barral, Johanna Kuijt visitava pela primeira vez Salou. Não era a primeira vez, recorda agora, tantos depois, que se ausentava da Holanda. Já tentara a Grécia. Não lhe perguntei, neste regresso a um outro tempo, se alguma vez ouvira falar do mito, desse mito, o de uma infância feliz, anunciado pelo poeta que conheceu Calafell numa época não assim tão distinta da que viveu Johanna Kuijt em Salou.

Uma e outra, provavelmente mais genuínas.

- Gostava de passear junto ao mar, até chegar a uma aldeia de pescadores, não muito distante e onde todos os sorrisos me recebiam.

Destino mais popular em toda a Costa Dourada, Salou beneficia claramente da proximidade de Port Aventura para atrair, todos os anos, milhões de turistas. Mas essa não é a única razão: separada de Tarragona pelo cabo de Salou, com o seu farol inaugurado em 1858, a cidade contempla os visitantes com praias sedutoras ao longo de uma extensa baía. Quase nos trópicos deste convite tentador, nos meses de Verão, Salou, com uma impressionante oferta hoteleira, incita todos aqueles que procuram momentos de quietude a ir ao encontro de praias mais pequenas, na vertente sul da baía, como a cala de la Vinya, a cala els Crancs, a cala Morisca, a cala de la Font ou a cala de la Penya Tallada.

Salou é, na verdade e turisticamente falando, o município (com menos de 30 mil habitantes e milhões de turistas nos meses de Verão) mais importante de toda a Costa Dourada, com uma oferta lúdica e nocturna sem paralelo na zona, tão vocacionada para famílias que o Turismo da Catalunha a designou como Destino de Turismo Familiar. O seu passeio marítimo, com as suas palmeiras agitando-se com a brisa que vem do mar, é um lugar para ver e ser visto, relaxante e um convite tentador a prosseguir, calmamente, até desaguar na vizinha e mais serena Cambrils.

Cambrils

Destino gastronómico de excelência (quase duas centenas de restaurantes, muitos deles premiados, e estatuto de capital gastronómica da Costa Dourada), Cambrils, com uma oferta variada a todos os níveis, é muito procurada por famílias. Com um bonito porto que teve um tempo de esplendor em séculos passados, Cambrils é sedutora para os amantes do desporto (tem o selo de qualidade de Destino de Turismo Desportivo), especialmente aqueles que se dedicam ao cicloturismo (mais de 20 quilómetros de trilhos beneficiando do facto de ter uma orografia plana), mas também para todos os outros apenas preocupados com o ócio.

Cambrils possui uma dezena de quilómetros de praias de areia fina e águas pouco profundas, entre elas a praia do Regural, mesmo no centro e com um passeio marítimo, ou a de Vilafortuny, ligada à primeira e com uma extensão superior a um quilómetro onde não faltam bares e restaurantes nas proximidades, bem como diferentes actividades desportivas.

Cenário de vários ataques corsários durante o século XVI, alguns deles protagonizados pelo temível pirata do mar Mediterrâneo Barba Ruiva, não admira que Cambrils apresente, próximo do porto desportivo, uma elegante torre, precisamente designada Torre del puerto (declarada Bem Cultural de Interesse Nacional), como testemunho desses tempos em que era necessário ter todos os sentidos alerta.

Do mar espreita o perigo e é nele que fixo o olhar à espera dos barcos dos pescadores que, por volta das cinco da tarde, começam a chegar ao porto emoldurados por centenas de gaivotas expectantes.

PÚBLICO - Foto

Quando o dia está prestes a declinar, o bairro antigo, onde Cambrils tem as suas origens, chama por mim, com as suas fachadas coloridas, os seus cheiros, a sua atmosfera tão peculiar, como tão bem se sente ao longo da Calle Lloberas, onde as mulheres construíam refúgios antiaéreos durante a Guerra Civil, ou na delicada Plaza de la Villa, o lugar ideal para ver chegar a noite.

Platja del Torn

As montanhas, para sul, estão quase despidas de vegetação, despedem-se no mar e uma língua de areia separa-as do azul transparente das águas. Não é assim tão f��cil descobrir a platja del Torn, a sul de l’ Hospitalet de l’Infant, uma praia de nudistas com fama internacional e declarado espaço de interesse natural. O acesso é feito através da N-340 e a panorâmica é soberba antes da descida até às suas areias (uma extensão de 1600 metros e com certificado de qualidade ambiental) onde espero que um novo dia chegue ao fim escutando o mar tão dócil que se estende à minha frente cada vez mais dourado pelo sol à medida que se anuncia o crepúsculo.

PÚBLICO - Aumentar

O imperador Augusto tinha razão. 

Como ir

De carro, tanto de Lisboa como do Porto, são pouco mais de mil quilómetros até Tarragona, de onde pode partir à descoberta, para norte e para sul, da Costa Dourada. Optando pelo transporte aéreo (alugar viatura pode revelar-se de grande utilidade para desfrutar dos lugares mais remotos da região), dispõe de diferentes alternativas: desde a capital portuguesa e do Porto deve pesquisar junto da TAP e da Vueling para Barcelona, uma e outra com ligações directas; no caso do Porto, também com a Ryanair com origem e destino no aeroporto del Prat, em Barcelona. Pode, eventualmente, considerar voos e preços para o aeroporto internacional de Reus (com mais do que uma ligação diária de e para Madrid), mais próximo de Tarragona do que o de Barcelona, na verdade pouco mais de uma dezena de quilómetros. Se optar pelo aluguer de carro, saindo de Barcelona, localizada a menos de uma centena de quilómetros de Tarragona, capital da Costa Dourada, dispõe de diferentes alternativas, algumas delas mais caras mas também mais cómodas e mais rápidas, embora sujeitas ao pagamento de portagens.

Também é possível recorrer ao transporte ferroviário: os principais comboios que cruzam o chamado corredor do Mediterrâneo fazem uma paragem na estação de Tarragona e, pelo menos em alguns casos, ao longo dos lugares mais emblemáticos da zona costeira que se estende para sul de Barcelona.   

Onde dormir

Hotel Oreneta
Calle Oreneta, 1
Altafulla
Tel.: 00 34 977 65 23 60
E-mail
Site
Preço: entre os 30 e os 45€ (por pessoa), dependendo da época (mais caro durante a Semana Santa e os meses de Verão).

Hotel Gran Claustre
Carrer del Cup, 2
Altafulla
Tel.: 00 34 977 65 15 57
Site

Um hotel elegante, com restaurante e spa, mesmo no centro histórico de Altafulla, com tarifas a partir dos 120€ por um quarto duplo.

Onde comer

Can Bosch
Rambla de Jaume I, 19
Cambrils
Tel.:00 34 977 36 00 19
E-mail
Site

Desde 1969 e até 1980 um humilde bar de pescadores, o Can Bosch é um dos restaurantes mais reputados em Cambrils (uma estrela Michelin em 1984), oferecendo a possibilidade de optar pelo menu (entre os 45 e os 100€) ou por um dos pratos da lista.

Deliranto
Calle Llevant, 7
Salou
Tel.: 00 34 977 380 942
E-mail
Site

Uma experiência única, em Salou, nada em conta, mas impossível de esquecer.

A visitar

Relativamente próximos de Tarragona, há dois mosteiros da Ordem de Cister que não deve perder: o de Santa Creus e o de Poblet, o primeiro já sem vida monástica, o segundo habitado por 40 monges.

Em Altafulla, não deixe de errar durante algum tempo pela vila romana de Els Munts, um complexo residencial do século I (mansões luxuosas foram construídas nas proximidades de Tarraco) onde, supostamente, terá vivido Caius Aurelio com a sua mulher, Faustina. Integrado no conjunto arquitectónico de Tarraco, Els Munts faz parte da lista de Património Mundial da Humanidade da UNESCO.

Entre Creixel e Torredembarra, procure o espaço natural conhecido por Els Muntanyans-Gorg, que contempla uma praia, zonas pantanosas e uma lagoa que apela à observação de aves.

Em El Vendrell, terá a oportunidade de entrar no mundo de Pau Casals, um dos melhores violoncelistas da história e grande defensor, até aos seus últimos dias, da paz e da liberdade.

Informa�es

Os portugueses apenas carecem de um documento de identificação (passaporte, bilhete de identidade ou cartão de cidadão) para visitar o país.

A moeda é o euro.

A língua oficial é o espanhol mas não se esqueça de que pode ouvir mais vezes o catalão nesta zona onde, graças ao turismo, outras línguas, como o francês e o inglês, também são facilmente entendidas.

Quando ir

Na prática, a Costa Dourada, com um clima temperado, temperaturas amenas e precipitação moderada ao longo de todo o ano, pode ser visitada em qualquer altura: mesmo no Inverno, as zonas montanhosas permitem desportos adequados à estação e, de resto, o sol brilha ao longo dos outros dias. 

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