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A exposição "Futuros de Lisboa" é um regresso ao presente

A exposição "Futuros de Lisboa" é um regresso ao presente

Uma exposição que interpela quem habita e visita a capital portuguesa, com propostas visuais, sociais e científicas para um amanhã que se anuncia hoje. Inaugura esta sexta, 13, no Torreão Poente, na Praça do Comércio
Imagem de Luisa Ferreira trabalhada pela Oddschool

Imagem de Luisa Ferreira trabalhada pela Oddschool

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“A melhor forma de prever o futuro é inventá-lo”, dizia Alan Kay nos primórdios da revolução informática e digital. A exposição Futuros de Lisboa, comissariada por João Seixas, Manuel Graça Dias e Sofia Guedes Vaz, guia-se pela mesma convicção. Através de imagens, vídeos, documentos, objetos tecnológicos, obras de arte e abordagens multidisciplinares, apresenta-se o futuro tal como é pensado hoje e como foi concebido ontem. É, contudo, uma iniciativa com os olhos bem postos no presente. “O objetivo principal desta exposição é interpelar o público, convidá-lo a pensar e a imaginar a cidade”, esclarece Joana Sousa Monteiro, diretora do Museu de Lisboa, instituição responsável pela mostra. O futuro, como sugeria Alan Kay, vive-se agora.

Há muitas datas cruzadas nesta exposição, dividida em 10 salas. À entrada, projeções do século XVI convivem com imagens futuristas deste milénio. Na sala seguinte, os habitantes do futuro, estudantes do 1º ciclo, antecipam profissões que gostariam de exercer mas que hoje não existem. Um passo mais à frente, vitrinas vintage (dos anos 20 do século XX) exibem os últimos gritos da tecnologia (capacetes de realidade virtual, smartphones e afins) que, como se sabe, amanhã vão ser lentos e obsoletos. O que está para vir ainda é antecipado em entrevistas de rua (“Como imagina Lisboa daqui a 100 anos?”) ou em fotografias panorâmicas (de Luísa Ferreira) manipuladas digitalmente por criadores de videojogos. Também se anuncia o futuro que já cá está, com experiências científicas e inovações que fazem a diferença na cidade, quer na integração social quer na sustentabilidade ecológica. Neste sentido, o amanhã tem uma dimensão inevitável: a da economia circular, na qual a reciclagem é apenas a ponta visível do icebergue.

“Há perspetivas utópicas e distópicas que oscilam entre a preocupação e a confiança. No entanto, a exposição é mais otimista do que pessimista”, confessa Joana Sousa Monteiro. “Apela à ação e à imaginação criativa; o futuro, se quisermos, é sempre para melhor.”

O passado e o presente da cidade encontram-se aqui

O passado e o presente da cidade encontram-se aqui

No âmbito da exposição Futuros de Lisboa, os lisboetas (e não só) foram desafiados a mostrarem a sua cidade através de imagens, fotografias, vídeos, contos e frases. Foram selecionadas 50 participações.

Futuros de Lisboa > Museu de Lisboa, Torreão Poente > Praça do Comércio, 1, Lisboa > T. 21 751 3200 > 13 jul-18 nov, ter-dom, 10h-18h > €3

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