expresso.sapo.ptexpresso.sapo.pt - 13 jul 17:23

Johnson & Johnson condenada a pagar quatro mil milhões de euros a mulheres com cancro do ovário

Johnson & Johnson condenada a pagar quatro mil milhões de euros a mulheres com cancro do ovário

O veredicto foi conhecido depois de cinco semanas de testemunhos e alegações por parte de vários especialistas da defesa e da acusação, num tribunal de St. Louis, no estado do Missouri. "A multinacional encobriu provas da existência de amianto durante mais de 40 anos", declarou o principal advogado de acusação

A multinacional norte-americana Johnson & Johnson foi condenada, esta quinta-feira, a indemnizar em mais de quatro mil milhões de euros 22 mulheres que afirmam ter desenvolvido cancro do ovário depois de utilizarem produtos da marca.

O veredicto foi conhecido depois de cinco semanas de testemunhos e alegações por parte de vários especialistas da defesa e da acusação, num tribunal de St. Louis, no estado do Missouri.

Durante o julgamento, especialistas médicos testemunharam que o amianto, famoso cancerígeno, é misturado com o talco mineral, principal ingrediente do pó talco da Johnson & Johnson (J&J). De acordo com o principal advogado da acusação, Mark Lanier, "a multinacional encobriu provas da existência de amianto nos seus produtos durante mais de 40 anos".

A acusação garantiu que foram encontradas fibras de amianto e partículas de talco nos tecidos dos ovários de muitas mulheres. "A Johnson & Johnson continua confiante de que os seus produtos não contêm amianto e não causaram cancro. Vamos prová-lo", retorquiu a porta-voz da empresa Carol Goodrich.

"Esperamos que este veredicto chame a atenção da direção da J&J e que a leve a informar melhor a comunidade médica e o público sobre a ligação entre o amianto, o talco e o cancro do ovário", disse Lanier, apelando para a retirada do produto do mercado antes que cause "mais angústia e vítimas desta doença terrível".

A empresa foi processada por mais de 9000 mulheres que afirmaram que o pó de talco contribuiu para o desenvolvimento do cancro do ovário. Seis das 22 queixosas morreram na sequência da doença.

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