observador.ptobservador.pt - 13 jul 21:37

Investimento público e privado no interior é de 3,5 mil milhões de euros

Investimento público e privado no interior é de 3,5 mil milhões de euros

Costa salientou que as decisões do Estado, das autarquias e de mobilização de investimento privado já representam 3,5 mil milhões de euros em intervenções já concretizadas, em curso ou já decidas.

O investimento público e privado no interior nos últimos dois anos e meio totaliza 3,5 mil milhões de euros, afirmou esta sexta-feira o primeiro-ministro, António Costa, considerando-o “um dos maiores esforços” já feito nestes territórios.

Fazendo um balanço das políticas do Governo nos últimos dois anos e meio no interior, António Costa salientou que as decisões do Estado, das autarquias e de mobilização de investimento privado já representam 3,5 mil milhões de euros em intervenções já concretizadas, “obras em curso ou já decididas”.

Para António Costa, que falava na Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra, durante a cerimónia de entrega de novos equipamentos e viaturas a equipas de sapadores florestais de todo o país, ao (GIPS) da GNR e à Força Especial de Bombeiros, disse que este valor representa, “seguramente, um dos maiores esforços já realizado neste país para a revitalização de toda esta zona do nosso território”.

O primeiro-ministro falava na Pampilhosa da Serra, local onde vai decorrer no sábado um Conselho de Ministros Extraordinário, que se vai “centrar especialmente em dois grandes desafios que o país tem: a revitalização do interior e a reforma da floresta”, referiu. Nesse sentido, o Conselho de Ministros deverá aprovar o Programa Nacional de Ordenamento do Território, fazer um balanço do Plano Nacional de Coesão Territorial e lançar o Plano de Valorização do Interior e aprovar o conjunto de Planos Regionais de Ordenamento Florestal, disse.

Segundo António Costa, os planos regionais serão “uma das peças essenciais da reforma da floresta”, que permitirá perceber “qual a melhor utilização da florestal possível” e como garantir um equilíbrio entre espécies de crescimento rápido e espécies de crescimento lento, por forma a que a floresta deixe de ser uma ameaça e passe a ser “uma grande fonte de riqueza para estes territórios”.

Durante o discurso, o primeiro-ministro voltou a reafirmar a ideia de que a revitalização do interior e a reforma da floresta estão no centro das prioridades do atual executivo. E estão no centro “também por causa da tragédia que aconteceu há um ano”, acrescentou, sublinhando que só se irão prevenir tragédias dessa dimensão quando territórios como os da Pampilhosa da Serra (afetado pelos incêndios de Pedrógão Grande e de outubro) deixem de “ser abandonados e passem a ser povoados e a floresta passe a ser devidamente ordenada”.

“Revitalizar o interior e ordenar a floresta é condição essencial para melhores condições para, perante as alterações climáticas, resistirmos à ameaça dos incêndios”, vincou o líder do Governo socialista.

No decorrer da cerimónia, António Costa chamou também a atenção para o esforço que o executivo tem feito para garantir melhor prevenção e melhor combate, falando do trabalho na limpeza das faixas de gestão, da criação de novas equipas de sapadores, assim como do reforço do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) e da integração nos quadros de bombeiros profissionais que estavam precários, ao abrigo do Programa de Regularização dos Vínculos Precários da Administração Pública (PREVPAP).

Na cerimónia estiveram também presentes o ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, e o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

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