rr.sapo.ptOpinião de Ribeiro Cristovão - 12 jul 06:51

​A final surpresa

​A final surpresa

A verdade é que franceses e croatas acabaram por derrubar todos os obstáculos que lhes foram aparecendo pela frente, sem favores, e sem que os seus adversários se possam queixar de erros de arbitragem.

França e Croácia vão disputar no próximo domingo o jogo final do Campeonato do Mundo de Futebol no cenário mais impressivo da capital da Rússia, o Estádio Luzhniki, o mais imponente de todos quantos serviram de palco aos 64 desafios inscritos no calendário.

Pese embora o facto de se tratar de duas selecções de grande qualidade, integradas por jogadores que fazem parte do lote dos melhores do mundo, esta final não estava seguramente inscrita nas previsões da grande maioria de todos quantos têm seguido a grande competição, independentemente da condição de cada um.

Reconhecer o mérito indiscutível dos dois finalistas será agora um exercício perfeitamente normal a que os até aqui maiores pretendentes não poderão recusar-se.

Ainda ontem à noite, a Inglaterra esbanjou uma boa oportunidade para voltar a uma final muitos anos de ter pisado o palco do sonho.

Os ingleses chegaram a dar a impressão de que a sua qualificação seria um acto normal, mas em boa verdade não contaram com a força croata que resistiu até ao limite.

Também os belgas chegaram a parecer mais capazes de atingir a final de domingo. Só que um pontapé de canto bastou para que a equipa orientada por Didier Déschamps. Apontasse o golo que bastava para garantir a vitória.

Os grandes favoritos já regressaram a casa: Alemanha, Brasil, Argentina, Espanha, sobretudo estes, estão ainda a esta hora a secar as lágrimas derramadas após os desafios em que foram humilhados por adversários menores.

Finalistas europeus, a confirmar que, por esta altura, é no velho continente que mora o melhor futebol do mundo.

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