www.publico.ptpublico.pt - 14 jun 23:55

Partidos políticos. Filiados impedidos de votar no CDS Porto

Partidos políticos. Filiados impedidos de votar no CDS Porto

Juventude Popular convoca reunião de emergência.

Os filiados da Federação dos Trabalhadores Democratas-Cristãos (FTDC) e da Juventude Popular (JP) de Vila Nova de Gaia poderão estar impedidos de votar na eleição para a liderança da distrital do CDS-PP Porto já este sábado. O presidente da assembleia distrital, Henrique Campos Cunha, recusou dar as listas dos respectivos filiados das organizações autónomas do CDS às concelhias para permitir a participação no acto eleitoral. A líder do partido já foi informada sobre o problema. O secretário-geral, Pedro Morais Soares, diz não ter “nenhuma competência” sobre as eleições de estruturas locais e remete a questão para os órgãos próprios do Porto.

Estes filiados – que serão 150 da JP de Gaia e entre 250 a 300 no caso da FTDC em todo o distrito -  não são militantes do CDS-PP, mas têm capacidade eleitoral à luz dos regulamentos internos do partido. Apesar de poderem ser decisivos na disputa renhida entre os dois candidatos - Cecília Meireles, deputada vice-presidente do partido, e Fernando Barbosa, líder da concelhia de Gaia -, estes delegados podem não vir a participar na escolha. O presidente da assembleia distrital recusou disponibilizar as listas com argumentos de irregularidades.

O presidente da FTDC, Fernando Moura e Silva, que integra a candidatura liderada por Fernando Barbosa, confirmou ao PÚBLICO que as listas dos delegados da estrutura não foram entregues e mostrou desagrado com a situação, por considerar que há uma ingerência numa estrutura que é autónoma do CDS.

No caso da JP foi convocada uma reunião de emergência da comissão política nacional, para a noite desta quinta-feira, em que o cenário em cima da mesa era a possibilidade de nenhum filiado votar nestas eleições distritais por solidariedade com os "jotas" de Vila Nova de Gaia. Esta concelhia é precisamente aquela onde Fernando Barbosa tem mais apoios. O líder da JP Francisco Rodrigues dos Santos quer que a estrutura fale a uma só voz. O PÚBLICO tentou contactar Campos Cunha, mas sem sucesso.  

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